POLÍTICA

Projeto prevê análise do Conselho de Saúde em contratos de serviços no SUS

Gisele Barcelos
Publicado em 26/10/2021 às 20:43Atualizado em 19/12/2022 às 01:28
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Os vereadores aprovaram nesta semana projeto que exige análise do Conselho de Saúde antes da terceirização de novos serviços da rede pública de Saúde em Uberaba. O órgão deverá inclusive emitir parecer sobre a contratação de empresas privadas para prestação de serviços na rede pública. A proposta assinada pelo vereador Wander Araújo (PSC) estabelece que o Conselho Municipal de Saúde deverá discutir e emitir parecer sobre a instalação de quaisquer novos serviços públicos de saúde, bem como ser ouvido antes da contratação de serviço privado para atuar no SUS.   A análise do órgão deverá levar em consideração a demanda, cobertura, distribuição geográfica, grau de complexidade e resolutividade para emissão do parecer sobre os novos serviços. “É indiscutível a necessidade de participação do Conselho Municipal de Saúde nessas questões”, disse o Professor Wander.   Segundo o ex-conselheiro de Saúde, Jurandir Ferreira, o projeto foi apresentado porque em 2017 a Prefeitura entrou na Justiça para questionar trecho da Lei Orgânica do Município que previa que toda terceirização deveria ser discutida e aprovada no conselho. O imbróglio ocorreu durante o processo de terceirização do gerenciamento das UPAs e do Hospital Regional. Jurandir afirma que a decisão judicial determinou a retirada do termo aprovação da legislação, o que abriria chances para ignorar o posicionamento do órgão na tomada de decisões. Ferreira explica que o projeto aprovado na Câmara Municipal assegura que os conselheiros sejam ouvidos e se manifestem oficialmente sobre a terceirização de serviços na Saúde. “Qualquer contratação de serviços privados precisa discutir e o conselho emitir parecer que pode ser favorável ou contrário. O que isso vai produzir? Se um projeto passar pela Câmara no futuro, o parecer do conselho dará subsídios e influenciará os vereadores, pois o documento terá os argumentos que justificam a posição. Se for algo que não precisa de autorização do Legislativo, o Ministério Público pode ser acionado se tentarem implementar mudanças sem consultar o conselho”, salienta.

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