O questionário da pesquisa encomendada pelo PMDB para auxiliar o partido a identificar seu pré-candidato a prefeito – entre os cinco nomes colocados – encontrou resistência ontem dos próprios postulantes ao cargo e de integrantes da Executiva Municipal. Como traduziu o secretário-geral da sigla, João Caldas, o material em questão não condiz com o objetivo do levantamento, de medir quantitativamente os “prefeitáveis”; a transferência de votos do Governo Municipal, e do próprio prefeito Anderson Adauto.
Elaborado pela CP2 - Consultoria, Pesquisa e Planejamento Ltda., de Belo Horizonte, o questionário também foi criticado por ser muito extenso e conter erros, “pois são apresentados temas” ligados à capital mineira, ou seja, não houve o cuidado de adaptá-los à realidade local. As mudanças definidas na reunião visam a dar sequência no levantamento, porém dependem agora do aval de AA junto ao comando estadual do partido, conforme teor de correspondência encaminhada a ele.
Segundo João Caldas, “é desejo dessa Executiva que a pesquisa seja efetivada o quanto antes, salientando que o ponto fundamental é medir os pré-candidatos do PMDB. E ainda: que a pesquisa seja objetiva e não extensa”. Apenas o “prefeitável” Paulo Piau (deputado federal) não participou da reunião – em que pese ter sido representado por assessores – onde estavam o vereador Tony Carlos, o engenheiro Roberto Velludo, o presidente da Codiub e do Uberaba Sport, Luiz Humberto Alves Borges, e o secretário de Governo Rodrigo Mateus.
“Em 52 perguntas, meu nome só aparece em duas”, esbravejou Tony Carlos, ao comentar sobre o prospecto da pesquisa, que, em sua opinião, não atende ao objetivo de identificar quem será o candidato do PMDB, além de ser cansativo para o eleitor. Isto porque, de acordo com ele, há questões que fogem totalmente do tema, desvirtuando seu propósito e até mesmo adiando ainda mais a definição da sigla.