POLÍTICA

Reajuste dos servidores da CMU é de 8% e tíquete vai a R$ 370

Enquanto a Prefeitura dará 6% de reajuste aos seus servidores, divididos em três vezes, a Câmara vota hoje um ajuste de 8% nos vencimentos dos seus funcionários

Renata Gomide
Publicado em 10/04/2012 às 09:47Atualizado em 19/12/2022 às 20:19
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Presidente do Sindicato dos Servidores, Luís Carlos dos Santos, fala aos vereadores sobre a insatisfação da categoria com a negociação salarial

Enquanto a Prefeitura dará 6% de reajuste aos seus servidores, divididos em três vezes, a Câmara vota hoje um ajuste de 8% nos vencimentos dos seus funcionários. Além disso, o tíquete-alimentação da Casa passará de R$350 para R$370, ao passo que na PMU será reajustado em R$60, saltando dos atuais R$210 para R$270 – nesse caso também parcelados. Os projetos da Mesa Diretora da CMU serão votados nesta terça e arrancaram elogios dos dirigentes do SSPMU e do Sindemu, que cumpriram agenda ontem na tribuna livre do Legislativo.

Se nesse caso os presidentes – Adislau Leite (Sindicato dos Educadores) e Luís Carlos dos Santos (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais) – estão afinados, o mesmo não se aplica à proposta de reajuste dos salários dos funcionários da PMU. Enquanto o dirigente do Sindemu acatou o índice apresentado pelo Executivo, bem como o ajuste no tíquete, o SSPMU disse não, e mantém estado de greve. A situação será discutida em assembleia da categoria ainda esta semana.

Em negociação junto ao Centro Operacional de Desenvolvimento e Saneamento de Uberaba (Codau), o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Purificação e Distribuição de Água e Serviços de Esgotos fechou o reajuste em 12%. Sindemu e Sindae representam cerca de 2.500 servidores, destes, algo em torno de 2.000 na Educação. Tanto Adislau quanto Luís Carlos negam racha no movimento reivindicatório histórico das entidades.

Adislau revela que “infelizmente decidimos por acatar [a proposta]”, mas adianta: “Vamos acionar a Prefeitura judicialmente, porque o índice definido pelo MEC [Ministério da Educação] para os professores é de 22,22%”. Luís Carlos dos Santos, que em seu pronunciamento na tribuna lamentou que o atual governo tenha optado pelo desprezo, e não pelo reconhecimento do servidor municipal, entende que a briga do Sindemu é maior.

Presidente da Comissão de Assistência ao Servidor, Marcelo Borjão (DEM) tachou o prefeito de covarde, por ter protelado a discussão, já que a partir de hoje os agentes públicos não podem conceder ajustes salariais acima da inflação. A regra consta do calendário eleitoral.

A Câmara também vota hoje o ajuste nos salários dos atuais vereadores. O índice aplicado será de 5,52%, equivalente ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), acumulado no 1º de abril de 2012.

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