Os representantes das cinco associações microrregionais envolvidas no projeto vão se reunir com prefeitos nesta tarde
Será retomado hoje o debate sobre o número de municípios na Região Metropolitana do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba (RMTRIAL). Os representantes das cinco associações microrregionais envolvidas no projeto vão se reunir com o prefeito de Uberlândia, Gilmar Machado (PT), e o prefeito de Uberaba, Paulo Piau (PMDB), na tentativa de chegar a um consenso sobre o grupo de cidades que fará parte da metrópole.
Piau ainda cumpre agenda em Belo Horizonte na manhã desta quarta-feira (12), mas tem viagem marcada para Uberlândia à tarde para participar da discussão em torno da RMTRIAL. A reunião está prevista para começar às 17h.
O secretário executivo da Amvale (Associação dos Municípios da Microrregião do Vale do Rio Grande), Antônio Oliveira, conta que o grupo se dedicará a uma análise mais profunda do estudo de viabilidade que foi elaborado pela UFU (Universidade Federal de Uberlândia), em parceria com a UFTM (Universidade Federal do Triângulo Mineiro).
A proposta original da RMTRIAL englobava 66 municípios. No entanto, Oliveira explica que o relatório técnico das universidades apontou para a composição da região com 16 municípios, definidos conforme o critério de divisão das microrregionais de Saúde. “O estudo é técnico. Agora as principais lideranças envolvidas têm que partir para uma decisão política. Para os prefeitos Paulo Piau e Gilmar Machado, seria muito simples encaminhar o estudo técnico tal como ele está. Porém, os dois entenderam que deveriam chamar as lideranças para discutir e tomar uma decisão em conjunto. Não cabe aqui tomar uma decisão porque Uberaba e Uberlândia são cidades maiores”, argumenta o secretário executivo.
No entanto, Oliveira salienta que o texto final do projeto dependerá dos deputados estaduais. Ele ressalta que os parlamentares tem autonomia para modificar o projeto e até inserir as regiões que representam na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). O projeto da RMTRIAL está parado na Assembleia desde o fim do ano passado porque o estudo de viabilidade técnica – concluído em novembro – ainda não foi submetido à Casa.