CONTRA A 6X1

Renan Santos é contra fim da escala 6x1 e diz que mudança pode aumentar desemprego

Candidato à Presidência pelo Partido Missão defende modelo alternativo à CLT, com pagamento por hora trabalhada e jornada semanal de até 44 horas

Publicado em 27/08/2026 às 14:14
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(Foto/Divulgação)

O candidato à Presidência da República pelo Partido Missão, Renan Santos, declarou ser contrário ao fim da escala 6x1 e afirmou que uma eventual mudança no modelo de trabalho pode aumentar a informalidade, o desemprego e agravar a situação de setores como o varejo.

A declaração foi feita nesta quinta-feira (27), durante sabatina promovida pelos jornais O Globo e Valor e pela rádio CBN.

Segundo o presidenciável, setores que dependem de grande número de trabalhadores poderiam enfrentar dificuldades para absorver os custos de uma mudança para a escala 5x2. Renan Santos afirmou ainda que a medida poderia dificultar novas contratações.

“O maior direito que um trabalhador tem que ter é o trabalho. A partir do momento em que você atrapalha a contratação, você acaba gerando mais informalidade e desemprego”, declarou.

O candidato reconheceu que sua posição pode custar votos, mas argumentou que empresas do varejo já enfrentam dificuldades financeiras. Como exemplo, citou os recentes pedidos de recuperação judicial das Casas Bahia e do Habib's.

Modelo alternativo

Renan Santos também defendeu mudanças na legislação trabalhista e a criação de modelos alternativos à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e à contratação por meio de Microempreendedor Individual (MEI).

A proposta apresentada por ele prevê que o trabalhador seja remunerado por hora, mantendo uma jornada semanal de 44 horas e com garantia de períodos mínimos de descanso.

Para o candidato, o alto índice de informalidade também provoca impactos na Previdência e reduz a arrecadação de impostos.

Segurança e saúde

Durante a sabatina, Renan Santos também falou sobre segurança pública e defendeu a possibilidade de adoção de medidas excepcionais, como a Garantia da Lei e da Ordem (GLO) e o Estado de Defesa, no combate a facções criminosas.

Segundo ele, o enfrentamento ao crime organizado deveria envolver uma força-tarefa coordenada pelo governo federal, com participação das Forças Armadas, governos estaduais, órgãos de fiscalização e cooperação internacional.

Na área da saúde, o presidenciável afirmou que pretende ampliar o uso de tecnologia e inteligência artificial no Sistema Único de Saúde (SUS), incluindo ferramentas voltadas à previsão e ao apoio a diagnósticos.

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