Ao analisar a demora na viabilização do acordo entre os governos de Minas Gerais e São Paulo visando a assegurar a chegada do gasoduto de distribuição de Ribeirão Preto até Uberaba, para abastecer a planta de amônia que a Petrobras vai construir na cidade, o prefeito Paulo Piau (PMDB) disse que o estado vizinho olha para o próprio umbigo. Pessoalmente, ele avalia que São Paulo ainda sonha com a fábrica, muito embora isso seja “impossível”, tanto pela Petrobras quanto pela presidente Dilma Rousseff (PT), diz. Para o prefeito, o Estado é rico e não está preocupado com o resto do Brasil, mas precisa enxergar que em primeiro lugar vem o país e, em segundo, que não terá planta de amônia. “Quem pode resolver essa questão com o Geraldo Alckmin é o Anastasia [Antonio Anastasia, governador de MG] e por isso encaminhei correspondência a ele pedindo que marque uma audiência com o governador de São Paulo”, disse PP, que na quinta-feira, dia 24, cumpre agenda em Brasília, no Ministério de Minas e Energia, para também tratar do assunto. Piau reforça que o duto de distribuição é bom para o Brasil porque representa um investimento de US$230 milhões, enquanto o de transporte, partindo de São Carlos, custa US$518 mi, o que impactaria no preço da amônia. Alckmin estaria resistindo ao acordo por causa da capacidade de abastecimento do gasoduto, que deixaria o Estado com uma quantidade insuficiente para a demanda de Ribeirão Preto e região.