Prefeitura não está entre os réus no processo referente ao superfaturamento nas compras da Secretaria de Saúde, mas também será notificada pelo Judiciário para se manifestar sobre o caso e poderá, inclusive, reforçar a cobrança de ressarcimento aos cofres municipais.
Após a citação, o procurador geral do Município, Paulo Salge, afirma que haverá prazo de 60 dias para posicionamento. Ele confirma que a administração deverá se manifestar solicitando o ressarcimento de eventuais danos aos cofres públicos. “Não queremos prejudicar o ex-secretário e demais acusados, mas o Município procura a Justiça [...] A postura do Município nesta situação é em prol da legalidade e licitude dos atos. Se ficar provado que houve alguma irregularidade substancial que gerou prejuízo ao erário, é dever buscar ressarcimento”, pondera.
O advogado lembra que a Prefeitura abriu sindicância assim que surgiu a denúncia sobre irregularidades na pasta e houve determinação de apuração rigorosa dos fatos na época, justamente para a preservação do patrimônio público.
Além disso, Salge ressalta que contribuiu com a investigação realizada pela Promotoria, pois forneceu documentos e também os relatórios elaborados ao final da sindicância. “Obviamente, não podemos emitir juízo de valor condenatório, visto que os envolvidos têm direito à ampla defesa. No que tange a administração, por meio da determinação do prefeito, foi cumprido o seu dever de fiscalização, bem como agora o Ministério Público também está cumprindo o seu papel constitucional. Resta aguardar a decisão do Judiciário, visto que é um processo de trâmite prolongado”, ressalta.