O relatório mostra que no terceiro quadrimestre a Secretaria Municipal de Saúde teve uma receita de R$35.334.174,90 de recursos próprios
Também foi apresentado na audiência pública de ontem balanço com o total de investimentos que foram feitos no ano passado no setor. O total de investimentos da Prefeitura na Saúde, de acordo com os dados apresentados, foi de 25,56% do orçamento total.
O relatório mostra que no terceiro quadrimestre a Secretaria Municipal de Saúde teve uma receita de R$35.334.174,90 de recursos próprios e R$36.266.330,26 de recursos vinculados, sendo R$24.319.711,40 da União e R$11.946.618,86 do governo do Estado. No acumulado de 2015 a receita ficou em R$119.839.996,23 de recursos próprios e R$97.702.950,12 de recursos vinculados (União e Estado), o que totaliza R$217.542.946,35.
Em relação às despesas liquidadas com a Saúde, o relatório apresentou um total de R$68.041.774,66 no 3º quadrimestre. No acumulado do ano passado o total de despesas é de R$214.705.629,59. Em 2015 as despesas com pessoal representaram 42,84% do total liquidado, e as despesas com custeio e investimentos somaram 57,16%.
A audiência foi comandada pelo presidente da Comissão de Saúde da CMU, Marcelo Borjão (DEM). Além dele, apenas o vereador Kaká Se Liga (PR) participou do encontro. O vereador Cléber Cabeludo (sem partido) enviou uma assessora para acompanhar as discussões.
Questionamentos. Borjão afirmou durante a audiência que fará um requerimento, que contará com a assinatura de Kaká Se Liga e Cléber Cabeludo, com questionamentos sobre as dívidas da Secretaria de Saúde, a cobertura que o órgão tem para fazer as quitações, além de questões que envolvem o Hospital Regional de Saúde.
O Conselho Municipal de Saúde questionou que, apesar do investimento de mais de 25% do orçamento em Saúde, o setor não funciona bem. Para o colegiado, é preciso esmiuçar esses números para entender por que, apesar do volume de recursos, há tantas carências na Saúde no município. O secretário-adjunto de Saúde, Evaldo Spíndola, ressaltou que houve dificuldades em investimentos na Saúde devido ao aumento de gastos com o custeio nos dois últimos anos.