O ex-vereador Massuó Machiyama deixou o Partido Progressista, pelo qual foi eleito em 2004. O pedido de desfiliação partidária foi protocolado ontem pela manhã no Cartório Eleitoral de Uberaba.
Em entrevista publicada no JM, domingo passado (29), ficou nítida a insatisfação de Massuó com o PP, que lançou o atual vereador Afrânio Lara para deputado, em 2010, sem consultar previamente os demais integrantes. Nos bastidores políticos, especula-se que após outubro passado os vereadores não-reeleitos foram “deixados” de lado pela direção da legenda.
O ex-vereador reiterou que sua decisão foi motivada por atividades profissionais recém-assumidas que o impedem de militar politicamente nos próximos meses. Negou também estar de mudança para outra cidade, embora tenha recebido convite de uma empresa em fase de expansão. “Estou saindo sem mágoas e por livre opção para me dedicar ao trabalho”, disse.
Massuó não tinha externado oficialmente sua saída, mas passou a ser sondado ao longo da semana por outras legendas para futuras negociações acerca de uma possível filiação. Ele confirma a intenção de ficar sem partido por enquanto.
Ele é o segundo filiado que o PP perde este ano. O ex-vereador Durval Chagas também deixou a sigla, por discordar das diretrizes adotadas pelo comando em 2008. O Partido Progressista compunha a base partidária na primeira administração do governo Anderson, tendo cinco representantes na Câmara Municipal.
Do grupo integrado por Massuó Machiyama, Durval Chagas, Valdecy Caetano de Sousa, Waldir Vilela e Afrânio Lara, apenas este foi reeleito. Com o rompimento com a administração municipal, a perda dos representantes no Legislativo e a desfiliação de alguns, o partido dá sinais de enfraquecimento.
Procurado pela reportagem, o presidente do PP, Ricardo Saud, disse sentir em demasia a saída de Machiyama da sigla. “Sinto como se tivesse perdido um filho, embora não conheça com exatidão essa dor. Ele está no rol dos meus amigos, sendo leal, sincero e íntegro”, afirma. Saud não considera que a legenda esteja enfraquecida politicamente e que as desfiliações são normais. “Os partidos são usados por homens que se dizem políticos, e, quando acaba o interesse, vão embora; é o jogo político”, reitera.