POLÍTICA

Sem acordo de Minas com São Paulo, governo deve intervir, diz ministro

O ministro Pimental analisa que a probabilidade de acerto entre os dois Estados é pequena, pois a discussão não avançou até agora

Publicado em 05/10/2013 às 00:54Atualizado em 19/12/2022 às 10:46
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 Sem avanço na negociação entre Minas e São Paulo para o acordo em torno do gasoduto, o ministro Fernando Pimentel (PT) afirma que caminho alternativo será trabalhado no governo federal para garantir o gás e o abastecimento da fábrica de amônia. O petista, entretanto, não especificou qual será a estratégia para resolver o impasse do duto. Com a insistência no gasoduto de distribuição, o governo mineiro precisa de autorização de São Paulo para estender o duto de Ribeirão Preto (SP) até a divisa com Minas Gerais, porém nenhum acordo foi estabelecido até agora.   O ministro analisa que a probabilidade de acerto entre os dois Estados é pequena, pois a discussão não avançou até agora. Por isso, alternativa será articulada com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB), e a presidente da Petrobras, Graça Foster. Pimentel adiantou que terá audiência na estatal na próxima semana e o gasoduto será um dos temas em pauta.   “Temos que viabilizar [o gás] de outra maneira. Resta ao governo federal retomar o assunto e redefinir a questão para que consigamos com a Petrobras ou algum consorciado construir o gasoduto e viabilizar a fábrica de amônia. Vamos entrar em campo e resolver o problema”, afirma, sem detalhar qual será a medida a ser tomada.   A declaração de Pimentel pode ser um indicativo de uma parceria com a TGBC, empresa que detém o projeto para construção do gasoduto de transporte a partir de São Carlos (SP) até Brasília. A obra já conta com licença da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e também licenciamento ambiental.   A questão financeira era um dos argumentos utilizados contra esta modalidade, pois o investimento total gira em torno de R$1 bilhão. Entretanto, nos bastidores há informação de que a TGBC já tem proposta de financiamento para custear a obra no interior de Goiás. Sendo assim, o montante que seria aplicado pelo governo mineiro no projeto de distribuição poderia ser remanejado para completar o empreendimento entre Minas e São Paulo.

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