Opções para abastecimento da planta de amônia foram discutidas ontem em Brasília, mas ainda não houve decisão para trazer o gás até a fábrica em Uberaba
Opções para abastecimento da planta de amônia foram discutidas ontem em Brasília, mas ainda não houve decisão para trazer o gás até a fábrica em Uberaba. A proposta inicial é construir um ramal do gasoduto de Ribeirão Preto (SP) até o Triângulo Mineiro, mas a obra depende de autorização do governo paulista e não houve avanço nas negociações até o momento. O assunto foi levado aos ministros Edison Lobão (Minas e Energia) e Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) ontem. De acordo com o prefeito Paulo Piau, o objetivo do encontro foi pedir apoio do governo federal para administrar o acordo entre Minas Gerais e São Paulo, viabilizando o prolongamento do duto de Ribeirão. “Em minha opinião, a única justificativa para não ceder o gás é que São Paulo ainda sonha com a fábrica da Petrobras. Mas nós tivemos a garantia que o empreendimento é de Uberaba e não haverá alteração no projeto”, afirma. Em virtude do impasse com o governo paulista, duas opções para trazer o gás natural a Uberaba foram discutidas com os ministros: uma seria o já cogitado gasoduto de transporte da TGBC vindo de São Carlos (SP) e outra seria um duto partindo de Belo Horizonte. No entanto, Piau argumenta que o custo do gasoduto dobraria em ambos os casos. “O projeto de Ribeirão Preto custa 230 milhões dólares para trazer o gás a Uberaba. Se optarmos por São Carlos, o preço sobe para 518 milhões de dólares e a alternativa de Belo Horizonte custa algo em torno de 800 milhões de dólares. Isso encareceria o investimento”, justifica. Por meio da Cemig, Minas Gerais reservou R$500 milhões para a construção do gasoduto. O protocolo de intenções foi assinado em 2011. Sendo assim, PP salienta que a definição sobre um caminho alternativo precisa obrigatoriamente envolver o governo estadual. Até agora o governador Antonio Augusto Anastasia também manteve a defesa do duto a partir de Ribeirão Preto. Questionado, o prefeito descarta, no momento, a possibilidade de o governo mineiro remanejar os recursos para uma Parceria Público-Privada (PPP) com a TGBC – responsável pelo projeto de São Carlos que já conta com licenciamento ambiental e aprovação da Agência Nacional de Petróleo (ANP). “É uma questão do impacto do investimento no preço final do produto. Se for caro demais, a amônia terá um alto custo. É uma alternativa, mas não tão simples. Os estudos da Petrobras e da Cemig apontam isso”, declara.