POLÍTICA

Sem greve: tanqueiros negociam frete e desistem de paralisação

Publicado em 14/03/2022 às 07:11Atualizado em 18/12/2022 às 18:52
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Pelo menos uma notícia boa para o motorista desde o aumento dos combustíveis — O Sindicato das Empresas Transportadoras de Combustíveis e Derivados de Petróleo de Minas Gerais (Sindtanque-MG) descartou greve por enquanto. A possibilidade estava no radar da categoria desde o reajuste de 24,9% no valor do diesel, anunciado pela Petrobras na última quinta-feira. A categoria optou por não deflagrar greve após reuniões com entidades representativas dos transportadores e principais distribuidoras de combustíveis e de derivados de petróleo que atuam no Estado.

“Nas reuniões com as distribuidoras, as companhias assumiram o compromisso de reajustar o valor do frete nos mesmos percentuais do reajuste do valor do óleo diesel feito pela Petrobras junto às refinarias. Assim sendo, a diretoria do Sindtanque-MG aguardará até a meia-noite desta segunda-feira pela confirmação do reajuste do valor do frete pelas distribuidoras”, detalha o sindicato, por meio de nota.

O Sindtanque-MG, no entanto, reafirma a cobrança por medidas para conter a alta dos combustíveis, como o fim da Paridade de Preços de Importação (PPI). Além disso, os tanqueiros cobram do governo mineiro a redução do ICMS do diesel para o teto de 12%, frente aos 14% vigentes até 31 de março, vencimento do decreto estadual que reduziu o imposto — antes era de 15%.

PREÇOS NAS ALTURAS

A principal pauta de reivindicações é o aumento no valor do Diesel em 24,90%, anunciado pela Petrobras na sexta-feira. Desde então, o Sindtanque-MG avalia a estratégia a ser tomada. Além do Diesel, a gasolina também teve alta de 18,8% e o gás de cozinha também sofreu majoração de preços. Em Uberaba, o anúncio da alta de preços dos combustíveis impulsionou verdadeira corrida em postos para garantir o abastecimento de veículos.

Áudio do ministro Tarcísio de Freitas, da Infraestrutura, supostamente apoiando paralisações tem circulado pelas redes sociais. "Estou vendo caminhoneiros parando de carregar para forçar seus embarcadores e transportadores a repassar para os fretes o custo do aumento de diesel. Acho isso muito correto. No fim do ano passado, no MT, um grupo fez isso e deixou de carregar para as tradings. Conseguiram melhores fretes", disse o ministro.

Contudo, o Ministério da Infraestrutura nega que Tarcísio tenha apoiado a suposta greve e, em nota distribuída à imprensa, reafirmou que a pasta está aberta ao diálogo. "O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, mantém canal aberto com a categoria e já defendeu abertamente, inúmeras vezes, que as principais questões que afetam o setor hoje são correlatas ao próprio mercado. Neste sentido, cabe aos próprios trabalhadores dialogar entre si para buscar as melhores soluções. Em nenhum momento, o ministro apoiou uma greve".

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