POLÍTICA

Sem-teto do Gameleiras pedem apoio à Câmara

Aberta com uma hora de atraso, às 15h – por conta de agenda paralela dos vereadores, a reunião na Câmara, destinada a requerimentos

Publicado em 22/03/2011 às 10:38Atualizado em 20/12/2022 às 01:05
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Aberta com uma hora de atraso, às 15h – por conta de agenda paralela dos vereadores (leia nessa página) –, a reunião de ontem na Câmara, destinada a requerimentos, guardou um espaço para a participação dos sem-teto que invadiram uma área da Associação Beneficente Oito de Setembro, localizada no bairro Gameleiras.

O grupo foi levado ao plenário pelo vereador Almir Silva (PR), que solicitou uma participação ao presidente Luiz Dutra (PDT), que, mesmo se colocando pessoalmente contra qualquer tipo de invasão de terra, concedeu cinco minutos para o representante do movimento denominado Comunidade das Palmeiras.

Valmir Alves dos Santos agradeceu o espaço que lhe foi concedido e disse que o terreno foi ocupado “por extrema necessidade” das 82 famílias (cerca de 400 pessoas, entre adultos e crianças) e que eles não querem prejudicar os donos da terra. Segundo ele, antes da invasão o local era usado por traficantes e estupradores e, desde então, foi limpo e “ganhou outra vida”. Ele garante que os sem-teto acreditavam que a área estava abandonada – a Associação é mantenedora do Asilo Santo Antônio e o imóvel em questão está localizado na rua Hipólito Rodrigues da Cunha.

O advogado do grupo, Albano Polveiro Pereira, foi taxativo ao solicitar apoio da Câmara para que as famílias permaneçam na área, mesmo com o mandado de reintegração de posse expedido pelo juiz da 5ª Vara Civil, Timóteo Yagura – que ainda não havia sido cumprido até o fechamento desta edição.

Ele argumentou com os vereadores que o Ministério Público, através da Promotoria de Defesa do Meio Ambiente e dos Direitos do Consumidor, instaurou um inquérito civil que dará um substrato técnico da situação. Os sem-teto estão no terreno, de 17 mil metros quadrados, desde janeiro deste ano. Almir Silva se comprometeu com as famílias de agendar, junto ao prefeito Anderson Adauto, uma data para que sejam recebidos em seu gabinete na Prefeitura.

O posicionamento do republicano causou indignação em seu colega Marcelo Machado Borges, o Borjão (PMDB), para quem “é estranho político dar apoio a invasor de terra”.

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