Somente uma denúncia sobre queimada de cana foi recebida na Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semea) nos últimos dois meses. Entretanto, nenhum agente de fiscalização foi designado para avaliar a reclamação in loco. De acordo com o titular da pasta, José Luiz Barbiere, por telefone a pessoa apenas informou que havia fuligem no quintal, mas não sabia indicar o foco. Por isso, não era viável deslocar os fiscais para o local. “Sem indícios, é como procurar uma agulha no palheiro”, disse. Barbiere argumenta também que o fato não significa que está ocorrendo queimada da cana dentro da cidade, pois a mesma fuligem é produzida nas queimas em terrenos urbanos, pastos e capineiras. Além disso, ele pondera que o resíduo pode viajar até 40 quilômetros e, dependendo do sentido dos ventos, o carvão pode ser resultante de queimadas nos canaviais de Igarapava. O secretário afirma que para otimizar o trabalho dos fiscais, a população precisa fornecer mais informações sobre a localização dos focos de queima para que os agentes possam atender à demanda com agilidade e lavrar autuação ao responsável. “Se a equipe for circuncidar a redondeza até encontrar o terreno cheio de carvão, vai demorar. Até a coluna de fumaça pode ter sumido nesse tempo”, declara. Com pouco contingente para a fiscalização, Barbiere informa que em caso de denúncias será acionada a Secretaria de Trânsito para verificar in loco a existência de irregularidades. Ele espera que a defasagem na equipe seja corrigida com o concurso público para a criação da central de fiscais, que viabilizará a rotina efetiva de rondas na cidade. As reclamações devem ser no telefone 3318-0800.