Palanque de Aécio Neves (PSDB) em Uberlândia reuniu ontem todos os possíveis candidatos a governador ligados ao grupo político do senador. Porém, entre os interessados no posto, quem ficou em posição de maior destaque no evento foi o ex-ministro Pimenta da Veiga (PSDB). Além de chegar na mesma comitiva do presidenciável e do governador Antonio Augusto Anastasia (PSDB), Veiga ficou ao lado de Aécio à frente do palanque durante toda a solenidade e também foi frequentemente lembrado nos discursos dos tucanos. Nos bastidores do evento, a disposição de Veiga, Aécio e Anastasia no palanque foi considerada sintomática da chapa a ser anunciada em breve. No entanto, os três negaram que a composição já esteja definida. Evitando falar em nomes para a sucessão, Aécio defendeu que a chapa majoritária não será imposta, mas sim formatada em parceria com o conjunto dos partidos aliados. Segundo ele, o momento agora é para fortalecer a unidade do grupo político para amadurecer uma decisão. “As coisas caminham com naturalidade. As pessoas estão conversando entre si. Não há uma data marcada, determinada para esse lançamento. O que é mais importante hoje é estarmos unidos”, pondera. O ex-ministro tucano afirma que o objetivo da participação é apenas ajuda no movimento que será realizado em torno do projeto tucano para a Presidência. “Questão de candidatura será definida só mais adiante”, disse, esquivando-se de outras perguntas. Na mesma linha, o presidente estadual do PSDB, Marcos Pestana, argumenta que o partido está trabalhando primeiro a questão nacional e a decisão para Minas só deverá ser tomada em março do ano que vem. Quanto à possibilidade de o deputado estadual e atual presidente da Assembleia Dinis Pinheiro (PP) figurar como vice, Pestana declarou que seria uma boa possibilidade, mas afirmou que nada está definido. “O vice a gente resolve nos 43 minutos do segundo tempo”, conclui.