POLÍTICA

Servidores aprovam proposta do município, mas querem mais 6%

O reajuste de 12% nos salários e o tíquete de R$ 800 foram aprovados, mas a ressalva é que a categoria decidiu que continuará negociando com o Governo por mais 6%

Gisele Barcelos
Publicado em 18/03/2022 às 21:25Atualizado em 18/12/2022 às 23:39
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Com maior público em uma assembleia de servidores municipais, categoria decidiu ontem por acatar a proposta da PMU, mas continuar negociando melhoria salarial

Com aproximadamente 600 pessoas presentes, assembleia dos servidores públicos municipais nessa sexta-feira aprovou com ressalvas a proposta salarial oferecida pela Prefeitura. O funcionalismo aceitou o tíquete-alimentação de R$800 e o índice de 12%, porém deliberou por continuar em negociação com o governo municipal e pleitear mais 6% de reajuste para a categoria.

Apesar de algumas manifestações contrárias, a proposta foi aprovada por ampla maioria dos participantes da assembleia. A decisão da categoria agora será comunicada à Administração Municipal e os novos valores já devem ser aplicados na próxima folha de pagamento.

De acordo com o presidente do SSPMU (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais), Martinho Pereira, a aprovação com ressalva significa que a negociação com o Executivo não será fechada e as tratativas vão continuar para buscar o percentual extra de 6% no salário. Ele afirma que a expectativa é uma reunião na próxima semana para discutir a reivindicação com a equipe da Prefeitura.

Além disso, o líder sindicalista manifesta que tentará avançar em relação aos demais itens da pauta da categoria. Entre as demandas do funcionalismo, também está a questão do plano de saúde para aposentados.

A lista prevê o pedido de inclusão de servidores inativos no Termo de Referência da próxima licitação do plano dos servidores ativos para que os aposentados possam ter as mesmas condições contratuais, pois hoje o plano do Ipserv é muito mais caro que o do Município.

Outra solicitação da categoria será garantir que os servidores possam optar pela inclusão de dependentes e agregados no plano de saúde, pagando os mesmos valores que o município paga à operadora. O funcionalismo também reivindica a redução dos valores de coparticipação nas consultas e exames.

Sindae. A decisão do funcionalismo da Prefeitura foi igual ao caminho adotado pelos trabalhadores da Codau. Em assembleia realizada esta semana, a categoria também decidiu aprovar com ressalvas a proposta de reajuste salarial de 12% e aumento do tíquete-alimentação de R$770 para R$800.

A expectativa é continuar as negociações para viabilizar mais 6% de incremento nos salários este ano. O grupo, inclusive, deverá participar de reunião na semana que vem com os representantes do SSPMU para tratar sobre a demanda.

Inicialmente, os trabalhadores da Codau pleiteavam reajuste salarial de 24,29% e o aumento de 43,74% no tíquete, que passaria dos atuais R$770 para cerca de R$1.100.

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