SEGURANÇA PÚBLICA

Simões anuncia 3.000 novos soldados em maio, mas diz que reajuste dos servidores está no limite

Governador recém empossado, Simões destaca que na gestão Romeu Zema foram investidos milhões em equipamentos e estrutura de trabalho das polícias

Hermano Chiodi/O Tempo
Publicado em 23/03/2026 às 19:46
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Recém-empossado no comando de Minas Gerais, o governador Mateus Simões (PSD) tratou de minimizar as críticas vindas de representantes da área de segurança pública e atribuiu parte da pressão a um “uso político” do funcionalismo. Em entrevista exclusiva a O TEMPO, nesta segunda-feira (23/3), um dia após assumir o cargo, ele afirmou que não enxerga resistência entre os servidores, ao contrário do que, segundo ele, é vocalizado por parlamentares ligados ao setor.

“Eu acho que não existe uma resistência; existe é um uso político. Vou te dar um exemplo. Ontem (22/3), quando eu estava indo para a passagem de cargo, no Palácio da Liberdade, eu parei no QG da polícia e na hora de sair disseram que tinha 70 manifestantes da polícia na porta. Falei: ‘Problema nenhum, faz parte’. Aí eu cheguei pronto para uma recepção de grito. Eles estavam lá com placa, com o meu nome e tal, mas agradecendo”, relatou.

Simões disse que o tensionamento faz parte da dinâmica sindical, mas criticou lideranças políticas que, na avaliação dele, apostam no confronto para ganhar espaço.

“Eu não acho que os meus servidores estão aborrecidos com o Estado. Agora, duas coisas: servidor público tem pauta de confronto com o governo, sempre, porque é negociação sindical, acontece assim. Dois: nós temos deputados que são eleitos na base da balbúrdia. Então, aqueles que só conseguem ganhar votos se subir em cima do carro no ano da eleição, fizeram movimento de greve em 2022, vamos fazer movimento de greve em 2026. A gente tem que lidar com isso e tentar minimizar o prejuízo para a população”, afirmou.

Como resposta às cobranças, o governador destacou investimentos recentes na área. Segundo ele, foram destinados R$ 250 milhões para a compra de viaturas da Polícia Militar e outros R$ 30 milhões para equipamentos da Polícia Civil. Além disso, prometeu colocar 3 mil novos soldados nas ruas já em maio.

Na questão salarial, um dos principais pontos de pressão da categoria, Simões foi direto ao dizer que não há margem para avanços. “Eu não consigo ir mais longe do que a gente está indo na questão remuneratória, mas eu estou tentando dar a melhor condição de trabalho que a nossa polícia possa ter e com o maior volume de homens que eu posso contratar”, disse.

Ele ainda reforçou que prioriza o atendimento à população. “Eu faço uma separação muito grande do que é interesse corporativo e do que é interesse da população. A minha prioridade é atender a população. Eu tenho uma polícia equipada para que ela possa atender bem, eu tenho uma polícia civil equipada para que o cidadão possa ser bem atendido”, concluiu.

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