Alexandre Guzanshe/EM/D.A.Press
Centenas de servidores se reúnem nesta tarde (18) na Cidade Administrativa para cobrar uma definição sobre o pagamento do 13º salário do funcionalismo público estadual. Indignados com o anúncio do governo Romeu Zema (Novo) de pagamento da primeira parcela do 13º salário somente aos servidores da segurança pública ainda neste ano, representantes de diversos sindicatos do poder Executivo se reuniram ontem (17) para organizar a manifestação.
Os manifestantes levaram faixas pedindo isonomia entre as categorias do funcionalismo e cartazes com críticas ao governo Zema. O protesto tem ainda uma banda, que toca marchas carnavalescas, como "Ei, você aí, me dá um dinheiro aí". Alguns vieram fantasiados e trouxeram pratos vazios, em referência às dificuldades financeiras enfrentadas por muitos servidores.
O secretário de Planejamento e Gestão Otto Levy convocou para às 16 horas desta quarta-feira uma entrevista coletiva para falar sobre o pagamento do 13º do restante do funcionalismo mineiro. MANIFESTAÇÃO
Em nota distribuída à imprensa, assinada pelo SINDPÚBLICOS-MG, com o apoio de mais cinco sindicatos (SINFFAZFISCO, SIND-SAÚDE, SINDSEMA, SISIPSEMG, SINDPROS/ASTHEMG), os servidores afirmam se sentirem traídos pelo governo Zema, “pois ele alegava que apenas com a aprovação do PL 1205/2019 seria possível quitar o 13º e pôr fim ao parcelamento dos salários”.
Os servidores afirmam, ainda, que não têm previsão de quando vão receber o 13º salário e exigem posicionamento do Estado, sobretudo com relação à contestação do PL 1205 pelo Ministério Público de Contas.
Também em nota distribuída à imprensa, o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) diz apoiar o ato pelo pagamento do 13º salário, confirmando presença na manifestação desta tarde. “A categoria reivindica o cumprimento da Constituição Federal, que garante o direito de todo trabalhador e trabalhadora receber o 13º”, diz trecho da nota.
O Sind-UTE/MG ainda terá reunião de negociação com a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), momento em que serão cobradas respostas sobre o 13º, mas também de cumprimento da Lei Estadual 21.710/2015, que garante o Piso Salarial Profissional Nacional à categoria.
O sindicato dos educadores classifica como “nefasta divisão da classe trabalhadora” o anúncio de Zema sobre o pagamento do abono natalino somente a um setor do funcionalismo (segurança pública).
*Com informações do Estado de Minas