Presidente da Fundação Palmares participou de reunião a convite de Bolsonaro, o que aumenta os bastidores de uma possível demissão da atriz
Nesta quarta-feira (6), Jair Bolsonaro convidou o presidente da Fundação Palmares, Sérgio Camargo e a secretária da Cultura, Regina Duarte, para uma reunião no Palácio do Planalto.
A presença de Camargo aumentou o rumor de que ele é cotado para sucedê-la no cargo. Em entrevista à Veja, ele admitiu que a situação da atriz é “delicada” e que ela ficou surpresa com sua presença na reunião. “Eu me senti prestigiado. Pertenço a um órgão vinculado à Secretaria da Cultura e não teria que estar na reunião necessariamente. A própria Regina disse que ficou surpresa com a minha chegada”, disse Camargo. “Todo mundo sabe que a situação dela é delicada, mas nada disso passa por mim.”
Também estiveram na reunião assessores de Regina Duarte e o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, a quem a pasta da Cultura está subordinada. Camargo afirmou que a apresentação da atriz foi uma “prestação de contas” e disse que teve uma conversa cordial com ela.
Camargo deu declarações polêmicas. Ele defendeu o fim do Dia da Consciência Negra e declarou que a escravidão “foi benéfica para os descendentes” de negros. Com base nessas declarações, a Justiça chegou a suspender a nomeação dele para a Fundação Palmares, mas a Advocacia Geral da União (AGU) derrubou o veto.
O presidente da Fundação Palmares ainda foi apresentado ao deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), que chegou à reunião com ela já começada. “Ele me defende nas redes sociais. Foi legal poder conversar com ele pessoalmente.”
Camargo também afirma que nunca discutiu a sucessão de Regina com Bolsonaro. A atriz tentou demitir Camargo logo que assumiu a secretaria, mas foi desautorizada por Bolsonaro. Após tomar posse, a atriz disse ao programa Fantástico, da TV Globo, que a permanência de Camargo era um “problema” e que ele era um “ativista, mais que um gestor público”.
*Com informações Veja