Solução para o impasse do gasoduto pautou o encontro com o ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel. Petista participou do Rotas do Futuro
Solução para o impasse do gasoduto pautou o encontro ontem com o ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel (PT). O petista participou do evento “Rotas do Futuro”, onde recebeu ofício do prefeito Paulo Piau (PMDB) solicitando ajuda na articulação com o governo de São Paulo para viabilizar o início efetivo das obras do duto. Lideranças classistas também endossaram em público o pedido durante a solenidade de abertura. Abrindo a série de discursos, o presidente regional da Fiemg, Altamir Roso, ressaltou o papel desempenhado por José de Alencar enquanto vice-presidente para assegurar o investimento da fábrica de amônia da Petrobras para Uberaba. Em seguida, o líder classista convidou o ministro para assumir o posto de defensor do Triângulo Mineiro e ajudar a eliminar os empecilhos que atrasam a consolidação do projeto. O presidente estadual da Fiemg, Olavo Machado Júnior, deu seguimento com pronunciamento na mesma linha e solicitou empenho do ministro petista para resolver os entraves burocráticos referentes ao gasoduto que abastecerá a fábrica de amônia. De acordo com ele, o gás é mais importante no momento para o desenvolvimento industrial na região do que a discussão em torno da carga tributária. Fechando o coro, o prefeito ressaltou que o Triângulo busca trazer o gás da Bolívia há 20 anos, mas a reivindicação foi preterida em detrimento de Belo Horizonte e do Vale do Aço. No entanto, Piau destacou que o projeto agora é fundamental para a soberania do país em relação ao agronegócio, pois planta da Petrobras fornecerá amônia para a produção de fertilizantes. Hoje 60% da matéria-prima utilizada no Brasil é importada. Durante o discurso, PP entregou em mãos ofício para solicitar o apoio do ministro na articulação com o Estado de São Paulo para viabilizar a autorização para construir o duto de distribuição de Ribeirão Preto (SP) e até a divisa com Minas Gerais. A obra só pode começar após liberação do governador paulista, Geraldo Alckmin (PSDB), que está resistindo no acordo devido ao parecer da ANP contrário ao projeto. O documento também reivindica a interlocução do petista com a presidente Dilma Rousseff (PT) para a publicação do decreto que permitirá o prolongamento do ramal em Minas sem ferir a Lei do Gás.