No ofício, o sindicato requer cópia da lei municipal que autoriza os pagamentos aos assessores parlamentares com recursos do cofre geral
Sindicato dos Servidores busca informações sobre despesas da Câmara Municipal com assessores parlamentares. Ofício foi encaminhado esta semana à Mesa Diretora para saber qual o critério utilizado para definir a fonte de pagamento de despesas trabalhistas e previdenciárias dos comissionados.
O presidente do SSPMU (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Uberaba), Luís Carlos dos Santos, questiona que existe a verba de gabinete, mas os gastos com tíquete-alimentação, férias, 13º salário e até com rescisões dos assessores de gabinete continuam saindo do cofre geral da Câmara Municipal.
No ofício, o sindicato requer cópia da lei municipal que autoriza os pagamentos aos assessores parlamentares com recursos do cofre geral da Câmara Municipal e não com a parcela destinada ao custeio do gabinete.
Para o sindicalista, os recursos poderiam ser destinados para oferecer o reajuste aos servidores de carreira. “Os vereadores recebem uma verba de gabinete e essa verba a gente entende que é para manutenção do seu pessoal, mas hoje a Câmara faz pagamento de décimo terceiro e de rescisões [desses comissionados]. Isso tudo a Câmara que faz e não o vereador com sua verba [...] Queremos conhecer a lei que estabelece essa regra para posicionar para o servidor. Dessa forma, não tem realmente como dar aumento para o pessoal efetivo”, argumenta.
Santos lembra que reajuste de 16,85% foi solicitado para o funcionalismo do Legislativo, sendo 10% de aumento real e 6,85% referente à inflação no período de 2015 e 2016. No entanto, o pedido foi negado pela Mesa Diretora da Câmara.
O líder sindical salienta que a categoria decidiu em assembleia tentar nova rodada de negociação com o Poder Legislativo, mas declara que não conseguiu sequer agendar o encontro. “Tivemos a notícia de que o presidente da Casa, Luiz Humberto Dutra, disse que o assunto estava encerrado e não havia mais nada a conversar. Diante dessas posições, resolvemos fazer um ofício solicitando informações [sobre a questão dos assessores parlamentares]”, posiciona.