Supremo Tribunal Federal (STF) começa a julgar nesta segunda-feira (17) os réus do núcleo político da ação penal do mensalão, do qual faz parte o prefeito de Uberaba
Supremo Tribunal Federal (STF) começa a julgar nesta segunda-feira (17) os réus do núcleo político da ação penal do mensalão, do qual faz parte o prefeito de Uberaba, Anderson Adauto (sem partido). O grupo teria comandado o esquema que envolveria desvio de recursos públicos para negociar apoio político, pagamento de dívidas partidárias e custear gastos de campanhas eleitorais durante o governo do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Esta fase envolve vinte e três réus que estão sendo julgados pelos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. Entre eles estão o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, o ex-presidente José Genoino Pedro Corrêa, Pedro Henry, Valdemar Costa Neto, Roberto Jefferson, Romeu Queiroz e José Borba. Anderson Adauto também pertence ao núcleo político e está entre os que serão julgados nesta etapa pelo STF. Ele teria recebido R$950 mil do chamado “valerioduto” e apresentado o esquema à cúpula do PTB.
Em sua defesa, feita pelo advogado Roberto Pagliuso, AA alega o dinheiro era para saldar dívidas da campanha eleitoral de 2002 e que desconhecia a origem ilícita, insistindo pela tese de prática de caixa 2. Ele também negou ter apresentado o esquema ao PTB. Em entrevista recente ao Jornal da Manhã, AA ainda assegurou que irá acompanhar o voto de todos os ministros quando forem julgar o seu envolvimento da ação penal, garantindo estar tranquilo. “A minha parte, o dia que chegar, eu estarei parando para assistir ao julgamento, mas o que eu fiz, como já disse, foi caixa dois de campanha”, afirmou.
Já o relator, o ministro Joaquim Barbosa, declarou que levará no mínimo uma sessão e meia para ler o voto inteiro referente a esta etapa do julgamento do núcleo político. “É um item muito grande. Nós certamente não o venceremos na próxima semana se não fizermos uma sessão extra", declarou.