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Sumiu ou espalhou? Codemge diz onde estão 3,9 mil itens do Palácio das Mangabeiras

Mesmo após apresentação do inventário, deputado questiona lista e pretende levar documentação ao Tribunal de Contas

Joanna Prata
Publicado em 17/07/2026 às 11:34
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Duas semanas após a Comissão de Cultura da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) encontrar apenas quatro móveis históricos no Palácio das Mangabeiras, a Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge) apresentou nesta quinta-feira (16) um inventário com mais de 3.900 itens que integravam o acervo da antiga residência oficial dos governadores. Segundo a empresa, as peças não desapareceram, mas estão distribuídas entre órgãos estaduais. 

Durante audiência pública na ALMG, a diretora-presidente da Codemge, Luísa Barreto, detalhou a localização dos bens. De acordo com a empresa, o acervo inclui 187 itens sob guarda da Codemge, 90 obras de arte, cerca de 1.200 livros na Biblioteca Pública Estadual, aproximadamente 2.400 peças de prataria e utensílios no Palácio Tiradentes, além de mobiliário e equipamentos encaminhados à Fundação Clóvis Salgado e outros órgãos. 

Mesmo com a apresentação do inventário, o deputado Leleco Pimentel (PT), autor do pedido de investigação, afirmou que pretende encaminhar a documentação ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG). O parlamentar questionou se a relação está completa e apontou a ausência de algumas obras de arte, entre elas um quadro do artista Carlos Bracher. 

A Codemge sustentou que o levantamento contempla todo o acervo e informou que parte das obras está sob responsabilidade da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo, enquanto outras passam por restauração na Fundação de Arte de Ouro Preto (Faop). A empresa também afirmou que bens de consumo, como talheres, não fazem parte do patrimônio inventariado. 

A audiência também teve debate sobre o uso atual do Palácio das Mangabeiras. Deputados da oposição criticaram a realização de eventos privados, como festas e casamentos, e defenderam maior proteção ao patrimônio histórico. Já parlamentares da base do governo afirmaram que a abertura do espaço ampliou o acesso da população ao local, que recebeu mais de 55 mil visitantes em 2025. 

Ao fim da reunião, a Comissão de Cultura aprovou a realização de uma nova audiência pública, desta vez com museólogos, historiadores e especialistas em patrimônio, para discutir a preservação do acervo. Paralelamente, seguem em andamento representações encaminhadas ao Tribunal de Contas do Estado e à Polícia Federal para apurar a destinação dos bens do Palácio das Mangabeiras.

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