Candidatura do PMDB à presidência do Senado poderá comprometer o projeto do peemedebista Michel Temer para a Mesa Diretora na Câmara Federal. A avaliação é do deputado Aelton Freitas (PR), revelando que a estratégia pode custar o apoio da bancada do PR. Segundo o parlamentar, até a semana passada a maioria dos republicanos estava aliada com Michel Temer, mas agora com a candidatura de José Sarney (PMDB-AP) no Senado a situação está incerta. “Se o partido ganhar no Senado, dificilmente vencerá na Câmara. Uma casa interfere na outra”, disse ele, contestando a justificativa do atual senador-presidente Garibaldi Alves. Aelton pondera que o PMDB também está na base aliada do governo federal e possui seis ministérios. Por isso, as lideranças devem abrir espaço para a participação dos demais partidos que dão suporte ao presidente da República. Ele também analisa que as articulações em torno dos deputados Aldo Rebelo (PCdoB) e Ciro Nogueira (PP) estão se intensificando, sendo ambos nomes fortes para assumir a presidência da Câmara. Os dois já estão com candidatura lançada. De acordo com Aelton, existe ainda uma divisão interna do PMDB e o projeto de Temer poderá ser enfraquecido pela pré-candidatura do também peemedebista Osmar Serraglio. “Isso é muito perigoso. Outro partido pode correr por fora e ganhar a Mesa”, alerta. O posicionamento final do PR será tomado na véspera da votação, durante encontro no dia 1º de fevereiro. Já o deputado e vice-presidente do DEM, Marcos Montes, permanece eleitor de Temer. Segundo ele, o candidato tem perfil e experiência para resgatar a credibilidade da Casa. “O Congresso vive momento complicado e a questão partidária, em minha opinião, não pode suplantar a das instituições. Para a Câmara, Temmer é o melhor nome e isto é o que importa”, ressalta. Montes lembra ainda o DEM vai ficar com a segunda vice-presidência da Mesa e a bancada se reúne na semana que vem, para definir quem será indicado ao posto. Cinco nomes devem ser apreciados pelo grupo. MM repete que não é candidato, pois está devidamente contemplado pelo partido e tem sido designado para muitas atividades desde o primeiro ano do mandato. “Quero continuar me dedicando às atribuições que já abracei”, alega.