POLÍTICA

Tony se recusa a participar de prévia e disputa a convenção

Ao avaliar o resultado da primeira prévia realizada pelo PMDB, da qual Rodrigo Mateus saiu vitorioso, o vereador Tony Carlos decidiu que não irá colocar seu nome para a disputa

Renata Gomide
Publicado em 28/04/2012 às 23:46Atualizado em 19/12/2022 às 19:57
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Ao avaliar o resultado da primeira prévia realizada pelo PMDB, da qual o secretário Rodrigo Mateus (Governo) saiu vitorioso, o vereador Tony Carlos decidiu que não irá colocar seu nome para a disputa com o correligionário, conforme previsto para o dia 2. “Não vejo afunilamento depois do resultado [da prévia], que nada mais é para mim do que um alijamento. Por isso, não posso me submeter a uma situação vexatória”, disparou o peemedebista, acrescentando que os números apurados após a votação dão a impressão de que o partido tem dono.

Rodrigo Mateus foi à prévia com o presidente do Uberaba Sport Club e da Codiub, Luiz Humberto Alves Borges, e o engenheiro Roberto Velludo. Enquanto o secretário obteve 45 votos, os demais receberam 11 e um, respectivamente. Tony, que lança mão da célebre frase “diga ao povo que fico”, para assegurar que vai à convenção do partido, ainda afirma que o resultado da prévia retrata a vontade do prefeito Anderson Adauto, não do povo.

E mais: para o vereador, se os integrantes do diretório não votassem como queria AA, “é rua, porque grande parte deles está empregada na Prefeitura. Como exemplo ele citou os nomes do secretário Ricardo Sarmento (Trânsito e Transportes), do controller Otoniel Inês Sobrinho, do assessor jurídico da Segov, João Adalberto de Andrade, e do assessor de gabinete Aymar Hial. “Não é meu perfil ser vaquinha de presépio, ali é um jogo de cartas marcadas”, completou Tony, ressaltando que tem 23 anos de exercício político e não vai colocar seu pescoço na forca.

O peemedebista ainda garante que as prévias não têm nenhuma validade porque não estão previstas no estatuto do PMDB, ao que o prefeito atesta que o correligionário e os demais pré-candidatos do partido concordaram com sua realização. AA rejeita a afirmativa de que o processo teve cartas marcadas porque o voto foi secreto e garante que não condicionou o resultado da votação aos empregos no Executivo, ponderando ser óbvio ter gente do diretório na PMU, “anormal seria se tivesse do DEM”.

Segundo Anderson, essas pessoas se filiaram e lutaram para chegar ao poder e muitos estão na Prefeitura. “O diretório foi constituído lá atrás, quando não se sabia que haveria essa situação [cinco pré-candidaturas, pedido de intervenção e prévias]”, ressalta, observando que a decisão de Tony é legitima e merece respeito, mas não deverá tumultuar o processo.

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