POLÍTICA

Uberaba é a segunda cidade do Vale do Rio Grande que mais exportou em 2021

Foram US $191 milhões em exportação com destaque para o açúcar

Letícia Marra
aleticiamarra@gmail.com
Publicado em 24/03/2022 às 16:13Atualizado em 18/12/2022 às 23:29
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Uberaba vendeu US$191 milhões em exportações no ano de 2021, ficando em segundo lugar no ranking das cidades da regional Fiemg Vale do Rio Grande. De acordo com a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), os principais produtos exportados foram: Açúcar (US$ 117,9 milhões); Soja (US$ 46,0 milhões); Painéis de fibra de madeira (MDF) (US$ 14,2 milhões); Ferramentas para trabalhar motores (US$ 12,8 milhões); e Painéis de partículas de madeira (MDP) (US$ 8,6 milhões).

De acordo com a pesquisa, Araxá foi o município da Regional que mais exportou em 2021, representando as suas vendas US$2,017 bilhões e 74,9% da região. Os países que mais importaram do Vale do Rio Grande foram a China (32,8%), Holanda (18%) e Coréia do Sul (7,6%).

O presidente da Regional Vale do Rio Grande, José Arlênio Veneziano, conta que esse é reflexo da retomada das atividades no país. “Ficamos felizes com os resultados dos dois primeiros meses, que superaram em 80% o mesmo período do ano passado. Esperamos que Uberaba consiga se manter com números expressivos de exportações porque, assim, contribuirá para a indústria se reerguer, frente a tantos desafios”, complementa.

Minas Gerais foi o segundo maior exportador de todo o Brasil em 2021. A posição se dá em meio a um balanço histórico e recorde na evolução de 10 anos: o Estado alcançou o valor bruto de US$ 38,1 bilhões. Comparado a 2020, o montante arrecadado com produtos exportados cresceu 45,1%, quando os valores somaram US$ 26,3 bilhões.

A reportagem do Jornal da Manhã ainda conversou com o presidente da Associação das Indústrias Sucroenergéticas de Minas Gerais (SIAMIG), Mário Campos, e ele contou que o açúcar valorizou bastante no mercado externo, levando em conta também a desvalorização do real. “Uberaba é um dos maiores polos sucroenergéticos do Brasil. Assim como o Brasil, tem como principais mercados a China, Norte da África, Sudeste Asiático e Oriente Médio. É exportado o açúcar bruto, majoritariamente, que depois é reprocessado em grandes refinarias nessas localidades”, complementou.

A expectativa para 2022 também é boa. Ainda segundo a Fiemg, em uma máxima histórica, em janeiro e fevereiro de 2022 as exportações alcançaram respectivamente o valor de US$ 15,6 e US$ 7,35 milhões de dólares – um aumento de quase 80% em relação aos mesmos meses em 2021.

Até o momento, o destaque das exportações de 2022 foi para o Álcool etílico > 80%, alcançando um valor de US$ 6,6 milhões, superando as próprias exportações de açúcar que somaram US$ 5,3 milhões entre janeiro e fevereiro. As exportações de Álcool etílico só em janeiro de 2022 já representam quase todo o valor exportado no ano de 2021, que ficou em US$ 8 milhões.

As importações também acompanharam o ritmo crescente do comércio exterior. De acordo com o Governo Estadual, Minas Gerais fechou o ano passado em primeiro lugar no ranking de produtos trazidos de outros países. No total, foram US$ 13 bilhões em importações, o que representa um crescimento de 58,2% em relação ao ano anterior. 

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