POLÍTICA

Uberaba não é contemplada com novas unidades do Minha Casa

Projetos de Uberaba ficaram fora das novas contratrações do Minha Casa Minha Vida. A nova etapa do programa foi anunciada ontem

Gisele Barcelos
Publicado em 03/06/2017 às 09:00Atualizado em 16/12/2022 às 12:55
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As propostas estão distribuídas entre 17 municípios mineiros

Projetos de Uberaba ficaram fora das novas contratrações do Minha Casa Minha Vida. A nova etapa do programa foi anunciada ontem pelo governo federal. O investimento previsto é de R$2,1 bilhões para novos loteamentos em 77 municípios. Do Triângulo Mineiro, apenas Prata teve propostas contempladas.

O governo municipal aguardava parecer sobre sete empreendimentos pleiteados na faixa 1 do programa habitacional, totalizando aproximadamente 4.000 unidades para construção. O presidente da Cohagra, Marcos Jammal, não foi localizado para falar sobre o resultado da seleção do Ministério das Cidades.

Uberaba pode ter sido prejudicada pelo novo critério utilizado pelo ministério na seleção. Em visita à cidade em abril, a secretária nacional de Habitação, Maria Henriqueta Arantes, adiantou que a prioridade na nova etapa seriam municípios não atendidos nas fases anteriores ou com poucos projetos aprovados até agora. Uberaba já foi contemplada com número grande de casas nas etapas passadas do programa.

Em Minas Gerais, 27 projetos foram aprovados na nova etapa do programa. As propostas estão distribuídas entre 17 municípios mineiros. Prata emplacou dois loteamentos e deverá construir 87 unidades habitacionais destinadas a pessoas com renda até um salário mínimo.

Ao todo, o Ministério das Cidades vai contratar 25.664 unidades da faixa 1 do Minha Casa Minha Vida com novas regras. A partir de agora, os empreendimentos na modalidade Fundo de Arrendamento Residencial (FAR) dessa faixa deverão privilegiar critérios de urbanização, infraestrutura prévia e proximidade de serviços públicos e centros urbanos.

O governo também estabeleceu como pré-requisito que o município a ser beneficiado não pode ter empreendimentos paralisados no FAR. Com isso, a intenção é evitar problemas como a distância entre o imóvel e as cidades beneficiadas, a ocorrência de unidades vazias e a paralisação de obras, entre outros gargalos identificados pelo ministério.

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