POLÍTICA

Uberaba passa a usar regulação de leitos do Ministério da Saúde a partir de hoje

O SisReg é o sistema oficial do Ministério da Saúde, criado em 2006 para o gerenciamento do complexo regulatório de leitos

Publicado em 10/03/2020 às 06:58Atualizado em 18/12/2022 às 04:46
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Marco Aurélio/PMU

Fluxograma a ser adotado com o novo sistema foi apresentado ontem ao prefeito Paulo Piau pelo secretário de Saúde, Iraci Neto

O município de Uberaba começa a utilizar o Sistema de Regulação Hospitalar e Ambulatorial (SisReg) a partir de hoje. O SisReg é o sistema oficial do Ministério da Saúde, criado em 2006 para o gerenciamento do complexo regulatório de leitos, desde a rede básica até a internação hospitalar.

Ontem, o prefeito Paulo Piau se reuniu com o secretário de Saúde, Iraci Neto, e equipe de regulação do município para discutir o novo fluxograma da regulação de leitos em Uberaba. Também foram apresentadas as opções de operacionalização apontadas aos municípios da região para atuar em conjunto com o novo sistema de Uberaba. Segundo o prefeito Paulo Piau, o objetivo é melhorar a qualidade de atendimento em saúde, protegendo a vida da população. “Estamos colocando, o mais rápido possível, o paciente no hospital em que ele precisa estar sem deixar de assistir a região”, destacou Piau, informando que opções de fluxo foram apresentadas à macrorregião.

Segundo o secretário Iraci, desde a implantação do Complexo Regulador Municipal de Saúde, em julho de 2019, houve melhora na disponibilidade de leitos hospitalares em urgência e emergência. “Estamos transferindo mais a partir do novo planejamento. O tempo de espera para transferência nas UPAs caiu de sete dias para quatro horas e a taxa de óbitos, também nas UPAs, para menos de 1%”, relata o secretário de Saúde. Para a implantação do SisReg em Uberaba, a equipe de regulação do município estudou o seu funcionamento em diversas cidades do Brasil, como Brasília, Florianópolis e Uberlândia.

O coordenador do Complexo Regulador Municipal, médico Raelson Batista, explica que o sistema do Ministério da Saúde permite, entre outras coisas, a classificação de risco dos pacientes por cores, em um modelo parecido com o Protocolo de Manchester. “Isso facilita a regulação e agiliza a transferência, diminuindo o tempo de espera dos pacientes nas Unidades de Pronto-Atendimento, além de direcionar os casos conforme a habilitação do hospital”, esclarece Raelson. Isso quer dizer que uma gestante, por exemplo, será direcionada ao Mário Palmério Hospital Universitário e não ao Hospital Regional, que não é referência para atendimento obstétrico.

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