Deputados Federais, Marcos Montes (DEM) e Paulo Piau (PMDB), manifestaram-se à...
Deputados Federais, Marcos Montes (DEM) e Paulo Piau (PMDB), manifestaram-se à reportagem do Jornal da Manhã sobre a votação da reforma eleitoral, proposta que deverá ser votada em plenário ainda esta semana. Para o deputado Marcos Montes, o Brasil precisa urgentemente fazer transformações, mudanças conceituais na vida pública. Para ele, existem várias reformas importantes como a tributária, previdenciária e a política que “infelizmente vem sendo colocada em nível de discussão na qual, praticamente, não avança”, destacou MM. Montes, salientou que as mudanças têm que ser conceituais a começar pelos partidos políticos. “Vale lembrar a cláusula de barreira que foi decidida e a Justiça barrou. Ela seria o início de uma grande e correta reforma política e uma forma de banir os partidos de aluguéis”, frisou o deputado. O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), já apresentou aos líderes o texto da reforma eleitoral. A intenção é garantir a tramitação da proposta em regime de urgência e iniciar, quarta-feira, dia 8, o debate e a votação do projeto. Os pontos que modificarão a lei eleitoral e a lei dos partidos, vêm sendo discutidos há quase um mês por um grupo de deputados de diferentes legendas com o autor do projeto, deputado Flávio Dino (PCdoB-MA). O texto também obriga, já nas eleições de 2010, que os eleitores apresentem, além do título eleitoral, documento com foto na hora de votar. Neste contexto, os deputados tentarão ainda aprovar regras para regulamentar a pré-campanha, liberar o uso da internet durante a eleição e torna explícita a possibilidade das chamadas doações ocultas, feitas por pessoas físicas ou jurídicas aos partidos e repassadas aos candidatos. Nesta questão, Marcos Montes destacou que seja financiamento público ou não, tem que ser extremamente claras as regras para o antes e o depois das eleições. “Não acredito que são as doações que poderão ser responsáveis para a fixação de um deputado à determinada empresa/marca. No entanto, acredito que não podem se sobrepor aos interesses coletivos. Existem empresas e instituições que ajudam nas campanhas porque querem políticas construtivas, construir algo em torno da comunidade como um todo”, finalizou o deputado. Já o peemedebista Paulo Piau, disse que uma pré-campanha eleitoral custa e isso faz parte da vivência eleitoral. “Advoguei e defendi o financiamento público de campanha, mas acharam por bem, terminar com esta questão. Sendo assim, teremos de recorrer às empresas para que elas ajudem nas despesas de campanha, ou que doem alguma coisa na pré-campanha, desde que seja com transparência”, defendeu Piau. Para ele, as doações acabam criando vínculo entre doador e beneficiado. “Ninguém dá nada de graça, essa é a realidade do país. Por isso, é que defendi o financiamento público de campanha. Mas, acharam por bem continuar com o financiamento de empresas privadas”. (MS)