Aelton Freitas (PR), Marcos Montes (DEM) e Paulo Piau (PMDB) abrem caminho para parcerias em Brasília.
Deputados uberabenses fecharam apoio a Michel Temer (PMDB) ontem, na eleição da Mesa Diretora da Câmara Federal. Somando votos para o peemedebista, Aelton Freitas (PR), Marcos Montes (DEM) e Paulo Piau (PMDB) abrem caminho para parcerias em Brasília, e já começam a desenhar o jogo para composição das comissões permanentes da Câmara. Para Marcos Montes, a aliança do DEM com o presidente eleito da Câmara é um sinal de que a relação com PMDB e PSDB está amadurecendo e poderá ser um pré-desenho para as eleições presidenciais de 2010. Ele argumenta ainda que o fato do PMDB estar no comando também no Senado, não enfraquece os demais partidos. “Michel Temer e José Sarney são figuras históricas. O mérito não é do partido, mas dos candidatos. Precisamos de nomes experientes”, declara, salientando que espera mais democracia na distribuição das relatorias de projeto, e também a retomada da PEC dos Vereadores, proposta já apresentada como prioridade a Temer. MM explica que pretende manter o espaço nas Comissões de Agricultura e de Meio Ambiente, porém não voltará como presidente. Segundo ele, existe uma rotatividade dentro do partido e como ele já foi presidente da comissão em 2007, seria o momento de deixar o posto para outros representantes do partido. No entanto, o parlamentar não encara como derrota a indicação do colega Ronaldo Caiado para líder do Democrata na Câmara de Deputados. Ele argumenta que Caiado já estava definido há um ano como nome do partido, e não houve qualquer articulação própria para conquistar o posto. “Todo parlamentar gostaria, mas quem está no primeiro mandato jamais consegue. É um padrão dentro da legenda”, esquiva-se. Também satisfeito com o resultado da eleição, o deputado Paulo Piau (PMDB) afirma que a vitória é de um grupo de partidos, e todos terão espaço para comandar a Casa, pois o colégio de líderes é ativo na construção da pauta. Sobre a desistência de Osmar Serraglio (PMDB), que havia lançado candidatura independente, Piau nega que as lideranças tenham pressionado a retirada, mas admite que houve um esforço conjunto para convencê-lo de que o momento não era propício para ele. Segundo Piau, definida a Mesa Diretora, começam as articulações para as comissões permanentes. No projeto do parlamentar está a pasta de Agricultura e Ciência & Tecnologia, nas quais já atua. “Na agricultura é complicado ter a presidência, porque é a primeira escolha do DEM. Na outra é uma possibilidade”, acrescenta. Já Aelton Freitas (PR) ressalta que o PMDB mostrou força para articulação, conquistando as duas Casas e seis ministérios. “Isso direciona muito as próximas eleições em todas as esferas”, disse, analisando que o PR poderá se unir com PSDB e DEM ou com PMDB e PT em 2010: “Se o pleito fosse hoje, a chance maior seria a primeira opção. Mas as discussões ainda vão se aprofundar”. O deputado estima que dos 42 representantes do PR, 27 votaram em Temer e 15 preferiram Ciro Nogueira (PP). Aelton quer continuar como titular da Comissão de Finanças e Tributação, e também planeja entrar na Comissão Mista de Orçamento.