POLÍTICA

Vereador repassa telefone da Câmara a colaborador informal

Vereador Afrânio Lara Resende poderá enfrentar uma representação na Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara

Publicado em 10/04/2012 às 14:03Atualizado em 19/12/2022 às 20:18
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Vereador Afrânio admite o repasse, mas não sabe explicar os motivos de a linha ter sido interceptada e diz que não agiu de má-fé

O vereador Afrânio Cardoso de Lara Resende (PP) poderá enfrentar uma representação na Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara, da qual é presidente. Isto porque o progressista repassou um chip de celular corporativo para um colaborador do seu mandato, mas que não tem vínculo empregatício com seu gabinete e nem mesmo com a Casa. O fato veio à luz através do Ministério Público, que interceptou uma ligação do referido aparelho quando investigava um esquema que envolve supostas irregularidades na contratação de empresa responsável pela manutenção das ambulâncias da Secretaria Municipal de Saúde.

Relator do colegiado, o vereador José Severino (PT) determinou ontem à sua assessoria jurídica que faça um estudo do caso, para tomar uma posição quanto a uma representação ou não contra o colega. Ele adiantou ao Jornal da Manhã que não concorda com a atitude de Afrânio, “com o uso indevido de bens públicos, especialmente vindo do presidente da Comissão de Ética”.  Contudo, o petista prefere não fazer juízo de valor antes de se inteirar melhor dos fatos.

Já a resolução da Câmara que regulamenta o uso dos telefones fixos, móveis e internet 3G não dispõe sobre situações como essa, a qual o diretor-geral da Casa, Rodrigo Souto, adianta nunca ter sido verificada na atual legislatura. O uso indevido do chip corporativo será investigado através de inquérito civil que será conduzido pelo titular da Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, José Carlos Fernandes Júnior, também responsável pelas apurações no chamado escândalo da “máfia das ambulâncias”.

O PP, partido de Afrânio, trouxe o caso para a reunião da Executiva no sábado (7). A intenção do comando progressista é buscar mais subsídios para se posicionar ante o ocorrido, como adianta um progressista que pede para não se identificar. O vereador confirma que repassou o chip corporativo ao colaborador que o auxiliava informalmente. “Em momento algum eu agi de má-fé. Na realidade, nem sei o que foi interceptado [pelo Ministério Público] e não tenho nada a esconder”, assegura.

Afrânio solicitou o chip de volta. Ele será ouvido pelo MP dia 18 de abril, assim como os integrantes da Comissão Permanente de Saúde da Câmara.

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