Anteontem alguns vereadores sentaram-se para tratar do apoio ao atual presidente, mas nada ainda estaria fechado. Elmar disse não acreditar em jogos de interesse nesse processo
Rodrigo Garcia
Primeiro a falar sobre o assunto ontem foi o vereador Kaká, que assumiria a presidência ao longo do ano de 2016
Vinte e quatro horas depois de o órgão especial do Tribunal de Justiça de Minas Gerais decidir, em caráter liminar, por suspender os efeitos da eleição simultânea das quatro Mesas Diretoras da Câmara de Uberaba na mesma data da posse de cada Legislatura, os presidentes então eleitos se manifestaram em plenário. Kaká Se Liga (PSL) foi o primeiro a abordar a questão, assinalando que de forma tranquila, serena e democrática a Casa irá proceder à eleição para definir seus caminhos para o próximo ano. “Tenho certeza que todos os vereadores têm a mesma opinião, de causar o menor impacto possível, negativo à população”, ressaltou Kaká, que comandaria a CMU em 2016. Segundo ele, sua condução ao cargo, bem como dos colegas – Elmar Goulart, Samir Cecílio (ambos do SDD) e Cléber Cabeludo (Pros), respectivamente, para as gestões 2013, 2014 e 2015 –, ocorreu em uma eleição muito bem construída, através de um processo legítimo e claro. Avaliando que tudo ainda está “obscuro”, já que o Legislativo não foi oficialmente comunicado da decisão liminar, Elmar Goulart adianta apenas que irá recorrer, caso seja possível. Ele também informa que vai convocar os colegas para uma reunião, assim que o TJMG oficiar a Casa, quando também pretende discutir com o grupo se colocará seu nome à reeleição. Anteontem alguns vereadores sentaram-se para tratar do apoio ao atual presidente, mas nada ainda estaria fechado. Elmar disse não acreditar em jogos de interesse nesse processo de mudança na condução da Casa, no entanto, para Samir Cecílio (SDD), a Ação Direta de Inconstitucionalidade movida pelo Partido Ecológico Nacional (PEN) questionando a forma de eleição da Mesa Diretora, bem como seu tempo de vigência, tem viés político, não técnico. Atual vice-presidente da Câmara, ele tomaria posse dia 19 para efetivamente assumir o Legislativo no dia 1º de janeiro de 2014. Samir esquivou-se de se colocar como candidato às eleições para a próxima Mesa, dizendo que não carrega esse ego ou tenha necessidade financeira para tanto, mas afirmou que a Casa precisa de um dirigente à sua altura e se sente preparado para o posto.