O corte de 21% no orçamento da Saúde, discutido na quinta-feira pelo vice-presidente do Conselho Municipal de Saúde com membros da Comissão Permanente de Saúde, levantou extensa discussão entre os vereadores.
O vereador Itamar Ribeiro de Rezende (DEM) disse que não tomou conhecimento da reunião, mas, mesmo não fazendo parte da Comissão, disse que o corte de R$ 10 milhões é absurdo. “A Saúde já está em situação precária, faltando remédios e médicos. Este corte não pode acontecer, sou contra e estou indignado com isso”, reclamou o vereador.
Representante da base oposicionista, Itamar disse que está preparando um requerimento que será encaminhado ao prefeito Anderson Adauto e ao secretário municipal de Saúde, Valdemar Hial, tentando sensibilizá-los do problema a fim de evitar o corte. “Sugiro que sejam reduzidos recursos de outras áreas, mas os setores de Saúde e Educação devem ser prioridades”, acrescentou o democrata.
Já o vereador João Gilberto Ripposati (PSDB), que faz parte da Comissão Permanente de Saúde, disse que não participou da reunião porque estava preparando emendas para o Plano Plurianual (PPA). O vereador disse que sua posição será de convocar o Conselho Municipal de Saúde ao Plenário para debater o assunto e ver os números. Ainda segundo Ripposati, o corte foi verificado no PPA para o orçamento a ser votado neste ano. “Ainda está em tempo de revertermos esta situação. Tem a questão do contingenciamento por medida de segurança, mas vou propor à Comissão de Saúde fazermos uma frente de trabalho”, frisou o vereador.
Ele ressaltou também que ouvir o Conselho é fundamental, já que é o setor responsável por dar o aval para o que precisa na área da Saúde. “Posso adiantar que vamos ampliar a discussão com o Conselho e procurar saber em que se baseiam estes índices para corte”, completou Ripposati. O vereador vai propor também uma visita, principalmente às unidades de saúde, já que tem recebido inúmeras reclamações sobre a falta de materiais elementares para o atendimento à população. “Depois deste estudo vamos convocar o prefeito e pedir providências neste sentido.”
Ripposati disse que o momento é de dificuldades para a administração municipal, mas tudo deverá ser resolvido. “A população está se sentindo desprivilegiada pela administração municipal, mas é preciso entender que o prefeito foi reeleito, mas é uma nova gestão. Muita coisa ainda está em processo licitatório. O mandato está apenas começando”, defendeu o vereador Ripposati.