O final da apuração das eleições municipais levantou dúvidas sobre a credibilidade do processo de contagem de votos. A reportagem do Jornal da Manhã recebeu denúncias a respeito de um aparente “sumiço” das mídias das urnas ímpares.
De acordo com a chefe do cartório da 326ª zona eleitoral, Telma Luzia do Prado, o mal-entendido se trata do processo de agregação de seções, uma prática orientada pelo Tribunal Regional Eleitoral em caso de escassez de urnas em perfeitas condições.
Segundo Telma, o procedimento é usual e ocorre em todo ano eleitoral: duas seções são agregadas em uma única urna. Desta forma, garante-se a efetividade de todo o processo eleitoral, já que as urnas em má condição são inutilizadas.
As seções ímpares são agregadas com as pares e na hora da impressão do voto, as duas seções são registradas como apenas uma; no caso, a par.
Ainda de acordo com a chefe, nas eleições municipais do último dia 15 foram registradas 43 agregações, sendo cinco em Conquista/MG, quatro em Campo Florido/MG e 34 em Uberaba/MG.
As fitas em papel registram todos os votos recebidos pela urna e para confirmarem seus votos computados, os eleitores podem requisitar o material impresso.