POLÍTICA

Zema adianta que análise de índices passará a considerar as microrregiões

Gisele Barcelos
Publicado em 18/07/2020 às 13:05Atualizado em 18/12/2022 às 07:59
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Em teleconferência com líderes classistas, governador Romeu Zema (Novo) adianta que análise de indicadores para avanço no plano de reabertura da economia deve passar a ser microrregional para reduzir disparidades na realidade local. A solicitação faz parte da lista de demandas do movimento municipalista para adequação do programa Minas Consciente.

Para tratar da revisão no programa, o governador se reuniu virtualmente na última sexta-feira (17) com líderes de setores econômicos e ouviu as principais demandas que serão analisadas para adequar os protocolos que definem as etapas de flexibilização nas medidas de isolamento nos municípios mineiros. Na conversa, o governador ressaltou o esforço para considerar as necessidades locais de forma individualizada. “Um dos pontos que vamos rever são as divisões por macrorregião, para tentar restringir ainda mais o perímetro de avaliação e contemplar necessidades específicas dos municípios”, disse.

Zema esclareceu que ideia é atualizar as regras do programa para o novo momento da pandemia em Minas Gerais, que deve entrar em um estado de platô, quando os números de casos e óbitos diários se mantêm estáveis. “Os protocolos que serviam para o período pré-pico são diferentes do que precisaremos agora, no pós-pico. Antes, estávamos lidando com uma situação em que o número de casos e óbitos era, semana após semana, maior. Agora, já teremos números estáveis e, depois, devemos ter algum recuo. Por isso, o plano passará por aprimoramentos e nós queremos que ele espelhe a realidade, que seja o mais justo possível”, afirmou.

A análise por macrorregião é criticada pela AMM (Associação Mineira dos Municípios) porque abrange muitas cidades com características diferentes e pode levar a distorções no diagnóstico. Esse inclusive é o argumento da Prefeitura de Uberaba para não aderir ao Minas Consciente, defendendo que resultados negativos de outros municípios da região impactam Uberaba e impedem avançar no plano de reabertura.

Além disso, a AMM defende a possibilidade de o Estado criar instâncias locais vinculadas ao grupo de trabalho estadual para delegar deliberação para o âmbito municipal ou regional, a utilização de lógica diferenciada para municípios de menor porte e a revisão dos indicadores levados em consideração para tomada de decisão sobre a abertura de atividades em cada região.

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