Caro amigo leitor, continuo respirando
Caro amigo leitor, continuo respirando, pela graça e com a graça do Criador, pela alegria de muitos e tristeza de uns poucos. Não tem sido nada fácil, inclusive, por parte dos patrulheiros de plantão. O tema é esse mesm politicamente correto. Nos dias atuais, no meu modesto entendimento, a ignorância é a regra geral, sempre foi assim. Todavia, está mais presente e atuante, dada a facilidade da comunicação virtual. A internet cada vez mais presente na vida das pessoas; isso é bom, muito bom, nada contra o acesso a informação. Que não venha os patrulheiros de plantão dizer que sou contra a modernidade; contra o acesso a educação para todos. Não é nada disso. Os arautos da moralidade e do “conhecimento”, do sabe tudo, estão em todos os lugares: na política, na universidade, no comércio, nos jornais, na televisão, na advocacia, na medicina, etc. e etc. Aliado ao tema em pauta, entra o tal do bullying, termo da língua inglesa que significa valentão, mais ainda, atitudes agressivas, verbais ou físicas, intencionais e repetitivas. Volto a repetir para os fiscais de plantão, não defendo, nunca defendi e não vou defender qualquer prática de discriminação contra qualquer ser humano. Não estou fazendo apologia ao crime, quem me conhece sabe do que estou falando. Não venha distorcer meu pensamento. Acontece que, em nome do politicamente correto e do bullying, alguns arautos da moralidade desprovidos de inteligência mínima, do discernimento e do senso comum, partem para cima da censura, querem o movimento da mordaça, fogem do debate, qual a razão? desconheço! É mais fácil lançar farpas, flechas, ao vento, ao relento, sem nenhuma direção, nenhuma motivação, critica por criticar. Hoje, numa sala de aula, temos que ficar atentos, muito atentos, não podemos debater abertamente, tendo em vista aos que não dão conta de conversar livremente! são desprovidos de conhecimentos e fogem da discussão, ao argumento de estão sendo discriminados, vítimas de bullying. Aqui mesmo, neste espaço, alguns desentendidos fazem beicinhos, biquinhos, cara feia, etc.. Estou morrendo de medo, não estou dormindo, alimentando e deixando de tomar minha cervejinha, diariamente, no bar do meu amigo Lico, lá na rua Cazuza. Em nome do politicamente correto, o doce chamado teta de nega, muda de nome: mamilo de afrodescendente; piada de português: anedota de alienígena; piada de japonês: conto de oriental; chamar uma pessoa de velha ou idosa: paquita geriátrica; mulat cidadão desprotegido pela incidência dos raios solares; puta: prostituta; vead boiola, e por aí vai. Até mesmo o grande Monteiro Lobato, depois de morto, está sendo patrulhado. Aproveito a oportunidade para cumprimentar meu grande amigo, meu irmão, meu pai jurídic Dr. Lucas Teixeira de Ávila. Ilustre Professor, tudo que escrevi neste espaço, nada tem com o seu comentário sobre calçar as sandálias da Promotoria de Justiça. Peço desculpas, humildemente. Aliás, o ilustre amigo sabe, e sabe muito bem que não gosto de sandálias. Adoro uma botina, todos os modelos, inclusive, é de seu conhecimento, que quase contraí núpcias com uma botininha; sabe do que estou falando. Grande abraço, meu ilustre e amado irmão Lucas Teixeira, sabe que estou falando com a voz do coração, nada de pieguice.