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Pré-sal, Battisti, Zelaya e Toffoli

De acordo com o meu amigo prof. Décio Bragança, a palavra da moda “pré-sal” pode ser escrita, conforme o novo acordo ortográfico, como pressal. As duas grafias são corretas...

Publicado em 12/10/2009 às 01:28Atualizado em 20/12/2022 às 10:07
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De acordo com o meu amigo prof. Décio Bragança, a palavra da moda “pré-sal” pode ser escrita, conforme o novo acordo ortográfico, como pressal. As duas grafias são corretas. Se se utiliza o assento no pré e insere o hífen está certo. Se não, a vogal do pré , “e”, e a consoante “s” atraem a duplicação do “s”, daí pressal. Faço essa consideração porque vi e ouvi num programa de televisão que pré-sal era incorreto. Battisti é uma pessoa oriunda da Itália, onde está condenado por quatro homicídios. Ele está preso no Brasil, que lhe concedeu asilo, por intermédio do Ministro da Justiça , Tarso Genro, em ato de resposta a recurso interposto após a negativa do órgão colegiado que trata destes casos. A questão foi parar no STF. O que mais me chamou atenção na sessão de julgamento do STF, entre outras práticas, é o conceito de “homicídio comum” e “homicídio político ou ideológico”. Essa distinção que beneficia o homicida político é extremamente, na minha compreensão, discriminatória e odiosa.   Tal qual, em menor proporção, a norma que concede cela especial para portador de diploma. Para se ter uma ideia melhor, um dos desembargadores do STF chegou a chamar de crime de sangue, o homicídio comum. Ora, no crime político ou ideológico não corre sangue? Corre o quê? Zelaya é o presidente de direito de Honduras, segundo a maioria dos países do mundo. Um golpe o fez cair do poder. Ele quer mudar a Constituição do país para poder se reeleger, em síntese. Esteve, no Brasil, se encontrando com o presidente Lula. Agora, aportou-se junto com correligionários na embaixada do Brasil, em Honduras. A embaixada é território brasileiro. Nenhuma autoridade brasileira sabe como Zelaya foi parar lá. E, agora, não sabem dizer em que situação (status) política ele lá permanece, uma vez que não é caso de asilo, porque Zelaya ainda é o presidente.   Toffoli, advogado geral da União, tem 41 anos. Foi reprovado duas vezes para concurso de juíz e condenado a devolver dinheiro ilegalmente obtido no estado do Amapá. É nitidamente vinculado ao PT. Nada demais, se a Constituição Federal do Brasil não exigisse, além da idade de 35 anos, notório saber jurídico e conduta ilibada. Eis a questão! No Brasil, os membros da maior corte são indicados pelo Presidente da República e submetidos a uma sabatina (sabe-se lá como) no Senado Federal. Não há caso de rejeição de nomes indicados para o STF, na mencionada sabatina.   O Battisti está preso? E asilado, até que se decida no STF. O placar é 4x3, pela extradição. Mas, o desembargador Marco Aurélio, que pediu vistas, já deu sinais claros de que é contra a extradição. Se empatar, o presidente (da corte) decide. Ele, também, deu sinais de seu vot a favor da extradição. E aí acontece o inusitado. Toffoli, assumindo, pode desempatar para contra a extradição, como quer o PT.

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