SENTINELA

Queda de árvore no Uberaba Country Club reforça dever da imprensa de informar riscos à coletividade

Carlos Paiva
Publicado em 11/02/2026 às 20:37
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Agentes da Defesa Civil de Delta estiveram no Uberaba Country Club na tarde de ontem para vistoriarem a área onde uma árvore de grande porte caiu recentemente  (Foto/Divulgação)

Agentes da Defesa Civil de Delta estiveram no Uberaba Country Club na tarde de ontem para vistoriarem a área onde uma árvore de grande porte caiu recentemente (Foto/Divulgação)

Imprensa, dever e responsabilidade
A Constituição Federal assegura à imprensa o direito de informar e, ao jornalista, o dever de fazê-lo com responsabilidade. Entre as garantias fundamentais está a preservação da fonte, princípio constitucional que protege não apenas o profissional, mas a própria sociedade, garantindo que fatos de interesse público venham à luz sem medo de retaliações. A recente queda de uma árvore em área de camping do Uberaba Country Club trouxe à tona uma discussão que vai além do episódio em si. O tronco atingiu barracas e, por circunstância favorável, não havia pessoas dentro delas no momento do incidente. Em um dia de calor intenso, o local poderia abrigar ao menos 30 frequentadores. O risco era real. O fato é público. E, quando envolve potencial ameaça à vida, a informação deixa de ser opcional e passa a ser obrigação. A indignação de alguns sócios do Uberaba Country Club direcionada à coluna SENTINELA na edição de ontem (11) não pode se sobrepor à essência do jornalismo: informar para prevenir. A imprensa não cria o problema; ela o revela. E revelar situações de risco é, antes de tudo, um compromisso com a preservação de vidas. Cabe lembrar que a Defesa Civil possui missão primordial de proteção e salvaguarda da população. Suas decisões técnicas devem estar dissociadas de interesses políticos, pessoais ou institucionais. Na tarde de ontem, agentes da Defesa Civil de Delta estiveram no interior do clube, examinando árvores com possibilidade de queda. Informaram que não há previsão de interdição total do espaço, podendo haver apenas isolamento pontual das áreas consideradas de risco. É assim que deve funcionar: avaliação técnica, providências preventivas e transparência. A sociedade não pode ser privada de informações que envolvem segurança coletiva. Para alguns sócios, contrariados pela divulgação do fato, talvez vidas sejam apenas estatísticas. Para esta coluna, são prioridade absoluta. Este colunista reafirma que não se curva à prepotência nem à tentativa de intimidação. Cumpre seu papel constitucional, com independência e responsabilidade, porque informar é proteger.

Tentativas de furtos...
Tentativa de furto de gado foi registrada em propriedade rural à margem da BR-262, no km 778. O sistema de alarme foi acionado durante a noite, o que teria provocado a fuga dos suspeitos. Em vistoria, foi constatado rompimento da cerca e grãos de milho espalhados na área. Segundo o proprietário, é a sexta ocorrência semelhante na fazenda, sendo que, em casos anteriores, vacas leiteiras foram furtadas. Em uma outra propriedade rural, o sistema de alarme (sirenes) fez dois homens, que estavam em um carro prata, fugirem sem furtar espigas de milho. Isso é prevenção.

Olhar crítico
A tentativa de homicídio contra um comerciante de recicláveis, registrada na rua Santo André, por volta de 1h20 de ontem, exige análise criteriosa. A vítima conversava com um homem quando dois indivíduos chegaram em uma motocicleta. O horário incomum e a dinâmica do encontro ampliam os questionamentos sobre eventual articulação prévia.

Dinâmica do ataque
O passageiro da moto desceu e efetuou cinco disparos contra o comerciante, enquanto o condutor aguardava para assegurar a fuga. Observe que só a vítima foi atingida. Após os tiros, os autores deixaram o local imediatamente. As circunstâncias indicam a necessidade de apurar possível ligação entre o interlocutor da vítima e os ocupantes da motocicleta.

Ponto sensível
Outro fato que merece destaque é o relato de familiares sobre desavença formal entre a vítima e um policial militar, registrada em processo judicial. Também foi mencionada discussão anterior com um morador em situação de rua. As informações ampliam o campo investigativo e exigem esclarecimento técnico, transparente e rápido.

Impasse comercial
Divergências entre duas empresárias resultaram em registro policial envolvendo a administração e a divisão de bens de um estabelecimento no bairro Fabrício. Uma das sócias alegou existir cerca de R$70 mil em itens de uso comum no local e afirmou ter tentado acordo para encerrar a sociedade.

Versões divergentes
A outra empresária confirmou a sociedade e o investimento inicial, mas avaliou o estoque em cerca de R$ 60 mil. Ela declarou que a ex-sócia não atua mais no comércio e estaria retirando mercadorias sem aviso, apresentando contraproposta para dissolução da sociedade.

Violência noturna
Homem de 42 anos, técnico em eletrônica, registrou ocorrência após relatar ter sido espancado por três indivíduos desconhecidos durante a madrugada. A vítima apresentou escoriações no braço direito e precisou de atendimento médico. O local exato da agressão não foi informado no registro policial.

Agressão em grupo
Segundo o relato, a abordagem ocorreu de forma repentina e os autores fugiram após as agressões. O homem permaneceu sob cuidados médicos após o atendimento inicial. A ocorrência foi formalizada e será apurada para identificação dos envolvidos e esclarecimento das circunstâncias.

Jovem fugitivo
Foi registrada a fuga de um jovem de 18 anos que cumpria medida socioeducativa, vinculado a unidade específica, após não retornar de saída autorizada para frequentar escola estadual no dia 9 de fevereiro. Imagens de monitoramento confirmaram que ele não ingressou na instituição. Sem informações sobre o paradeiro, o caso foi comunicado à Polícia Militar e ao Juizado da Infância e da Juventude, para as providências cabíveis.

Celulares apreendidos
Durante vistoria de rotina nos Pavilhões 2 e 3 da Penitenciária de Uberaba, policiais penais localizaram celulares e acessórios escondidos em buracos nas paredes e banheiros das celas. Três detentos, de 25, 28 e 30 anos, assumiram a posse dos aparelhos e materiais. Todo o conteúdo foi apreendido para providências administrativas e disciplinares.

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