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Quem pagou a conta?

Caro leitor, estou de volta, neste espaço magnífico

Leuces Teixeira
Publicado em 08/05/2014 às 19:06Atualizado em 19/12/2022 às 07:52
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Caro leitor, estou de volta, neste espaço magnífico, onde conheci várias pessoas; umas elogiando, outras observando com certa desconfiança; algumas incentivando para escrever mais.

Com relação ao tema da semana passada – Farinha do mesmo saco –, recebi muitos e-mails, telefonemas, cumprimentos na rua, inclusive três pessoas ilustres da nossa urbe. Confesso que fiquei muito feliz.

Todavia, no dia de hoje, não tem como ficar sem tecer comentários sobre o comportamento dos PeTralha$ e companhia – os asseclas da chamada base aliada.

Refiro-me à visita da douta presidente na terra de Major Eustáquio, mais precisamente no parque Fernando Costa, Distrito Industrial e Chácara Mata Velha. No parque da exposição, conforme noticiado pela imprensa, recebeu um sonora vaia, no distrito foi seguida por um verdadeiro comboio de ônibus e carros particulares. Neste foi aplaudida, também noticiado, de forma bem calorosa – o tempo estava quente, alta temperatura –, necessitando de ambiente climatizado, fornecimento de lanches e outras guloseimas. No último compromisso – chácara Mata Velha –, propriedade particular de um agropecuarista muito elogiado e respeitado. Ao que tudo indica, a imprensa não compareceu. Daí, nenhum comentário, tudo particular.

Pois bem, vamos ao segundo compromisso da nossa gerentona – assinatura do início da construção da famosa indústria de amônia. Pelo que ouvi, compareceu mais de 1.500 pessoas, uma verdadeira claque previamente preparada para aplaudir a ilustre visitante e seus acólitos. Neste ponto, todo cidadão, sob minha ótica, tem o direito de saber quem arcou com o pagamento de todo esse pessoal, lanches, ambiente climatizado, transporte etc. Ora, trata-se de uma obra pública, lugar público, uma empresa pública federal, dinheiro oriundo dos impostos que pagamos. É muito diferente quando a douta presidente se desloca para uma propriedade privada; mesmo assim, deveria deslocar com recursos próprios, também, sob o meu ponto de vista.

Não ficou nada esclarecido, até o momento, sobre quem foi que pagou a conta dessa pequena aventura. Para quem posta e intitula serem os arautos da moralidade, da ética, transparência, não ficou nada bem. Numa linguagem bem popular: saiu feio na foto, tudo embaçado e malcheiroso. Do mesmo modo, os deslocamentos feitos por helicóptero (s), não dá para dizer se foi um, ou dois; ninguém sabe nada, nada é informado. O aqui alegado fica mais preocupante, tendo em vista o cunho político dessas travessuras de uma autoridade que está caminhando para uma reeleição. Quem está pagando a conta? Não tenho nenhuma dúvida: nós; pagamos, estamos pagando e vamos continuar. Infelizmente, nossos políticos e governantes não conseguem estabelecer uma linha divisória entre o público e o privado, o moral do imoral, o legal do ilegal. Esquecem o que pregaram no passado. Principalmente os PeTralha$. Viva Uberaba, viva Minas Gerais, viva o Brasil, viva o povo Brasileiro.

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