Caro amigo leitor, aqui estou uma vez mais; pela tristeza de uns poucos e pela alegria de muitos. Vixe Maria, os companheiros estão meio agitados com o artigo da semana passada – “Salve-se quem puder”. Pudera, eles não gostam da verdade, não toleram um debate democrático. Se pensar o contrário, será patrulhado imediatamente. Pois bem, dado o recado, vamos ao tema da semana: rolezinho. Ops, companheiros, estou mencionando rolezinho, e não rolozinho, ou seja, fazer maracutaias. Espero que tenha entendido. Você liga a TV, rádio, abre um jornal ou revista, todos escrevendo sobre o mesmo assunto. Daí, resolvi meter minha colher de pau no assunto. Logo no início voltei para os meus tempos de criança e juventude, quando dizíamos que iríamos dar um rolê – pequeno passeio, volta. Naquele tempo não existiam os shopping centers – grande centro comercial, aglomerado de lojas, restaurantes, cinemas, supermercados, etc. A garotada ia para as praças iluminadas, algumas com coreto, com bandinhas aos sábados, domingos e feriados. Os bairros mais distantes do centro tinham suas pequenas praças com as mais variadas diversões. Os tempos eram outros: os meninos brincando de jogar futebol, biloca, bete, correr de pique; as meninas brincavam de bonecas, roda-roda, desenhos, etc. Hoje anda muito mudado, tem menino que pinta as unhas, e é o sujeito passivo na brincadeira de esconder varinha – literalmente. As meninas também mudaram, algumas querem fazer o Tiro de Guerra, trocar pneu de Scania – aquele caminhão grande, cujo pneu deve pesar uns cento e vinte quilos. Todavia, nos dias atuais, não existem mais praças nem no centro e na periferia das cidades. A moda é ir para o shopping, o point da galera, lá tem de tud desde o CD do Raul Seixas, ao da Xuxa, Nelson Ned, comer pipoca, cinema, tomar um chope, fazer compras, garotas de programas, etc. e etc. Daí, com muita razão, concordo que esse direito de ir e vir no shopping é de todos. Não podemos discriminar, ao ponto de achar que determinadas pessoas podem, outras não. Isso é crime, querer selecionar quem pode entrar ou não. Selecionar pela cor da pele, pela vestimenta, pelo uso de brinco ou tatuagem, pelo corte do cabelo. Caso isso ocorrer, não tem outra alternativa: tem que chamar a polícia, prender os administradores do local; tal atitude não é tolerável em pleno século XXI. Todos os garotos e garotas, jovens, adolescentes têm esse direito, inclusive constitucionalmente, protegido pela carta magna. Todavia, o que não podemos tolerar é a baderna, não aquela baderna sadia, mas aquela com o propósito de machucar e agredir pessoas, danificar e destruir o patrimônio alheio, até mesmo subtrair – furto ou roubo. Essa tem que ser reprimida na forma da lei. O que estamos vendo é uma correria com o objetivo de um verdadeiro arrastão, esta tem que ser repelida de imediato. Uma vez mais, quero alertar os companheiros: fazer um rolezinho – uma voltinha, um passeio, com bons propósitos – é saudável! Agora, querer fazer rolozinho ou rolozão, como fizeram na ilha dos companheiros Castros – Raul e Fidel – via BNDES, ou seja, dinheiro público, com a construção do porto Mariel, este não podemos tolerar! Com a palavra o Ministério Público Federal, pelo menos requerendo uma investigação de tudo que foi divulgado pela revista Veja. Sem rolos, companheiros, um rolezinho saudável não faz mal a ninguém.