Caro leitor, ando perplexo e estarrecido com o que ando lendo nos jornais, inclusive, programas televisivos de cunho político. Não tem mais nada para acontecer no mundo político brasileiro. Uma verdadeira baixaria por parte dos que estão no poder, diga-se: executivo federal. Quase toda semana tem um escândalo, ora de maior, ora de menor importância. O último, acontecido em nível federal. Noticiou-se a propina que foi dada ao ex-ministro do Trabalho, Carlos Luppi, grande cacique do PDT. Foi noticiado que o ilustre pedetista exigiu propina no importe de R$ 200.000,00 – duzentos mil reais – de uma empresária do ramo de transportes rodoviários, no sentido de viabilizar de forma bem rápida a criação de um sindicato. Também foi noticiada nessa maracutaia a participação do irmão do governador do Paraná – Beto Richa, do PSDB. Cito a participação do irmão do governador tucano, tendo em vista o patrulhamento dos camaradas da nossa urbe que alegam que só faço comentários depreciativos do partido da estrela solitária. Pois bem, quanto ao ex-ministro do Trabalho, este diz que conversa com o ex-presidente Lula, de quinze em quinze dias e, mais ainda, que, com relação ao fato da denúncia da empresária, o ex-disse para não fazer nenhum comentário, deixar tudo “pra-lá”, esquece, que tudo sairia pela urina. Foi o que li no jornal Folha de São Paulo. Particularmente, entendo que o ex-ministro está falando a verdade com relação ao bate-papo que teve com Lula. Sabem por que penso dessa maneira? Vou explicar. Nos últimos tempos, qual o comportamento da camarilha da base aliada e seus seguidores com relação a qualquer fato desabonador, ou que envolva corrupção e improbidade? O comportamento é de total inércia; percebe-se, caro leitor, que essa gentalha ordinária escuta fundos e mundos, gatos e sapatos, e fica muda, não faz absolutamente nada. Preste atenção no que foi escrito por Romeu Tuma Júnior no livro Assassinato de Reputações - um crime de Estado. Na segunda-feira passada, no programa Roda Viva, da TV Cultura, o ex-delegado Tuma Júnior não escreveu, mas disse em alto e bom tom o que viu quando passou pela Secretaria Nacional de Justiça. Meu caro leitor, se este país fosse, verdadeiramente, um país sério, o ex-presidente Lula estaria preso e, junto com ele, mais de uma dezena de figuras ilustres do partido rubro! Deveriam ficar vermelhos de vergonha, deveriam mudar do país. O que o ex-presidente e seus asseclas disseram até agora? Nada, absolutamente nada!!! Todos estão calados, mudos, até mesmo a presidente Dilma Rouchefe. De acordo com Tuma Júnior, o segundo volume do livro está bem adiantado e, diante de tudo que foi escrito, tem provas, “não seria louco, de dizer e escrever tudo isso se não tivesse provas”. Quem leu o livro e assistiu ao programa na TV Cultura sabe da gravidade do que estou falando. Digo mais: não tem urina que aguente tanta imundície, precisa de um rio Tietê, e olhe lá! Com a palavra os detentores do poder e seus asseclas sediados no Planalto Central e arredores.