Presenciei recentemente capotamento de um carro na praça Estevam Pucci, bem ao lado de uma das mais movimentadas escolas de Uberaba. Os envolvidos no acidente tiveram “apenas” danos materiais. Aterrorizei-me com a cena que me fez refletir sobre os riscos que o trânsito da cidade, que hoje conta com mais de 180 mil veículos, oferece tanto ao pedestre quanto ao motorista.
É claro que a imprudência de motoristas e pedestres conta muito no balanço final destes acidentes. Mas basta observar um pouco mais as ruas e avenidas da cidade que percebemos que estas vias estão cada vez menos apropriadas para os pedestres, que são o lado mais fraco desta batalha milimetricamente disputada.
Tomo de exemplo a rua Padre Zeferino, bem ali no seu cruzamento com a João Pinheiro. A calçada extremamente pequena, e que por muitas vezes é obstruída por caçambas, não permite caminhar lado a lado, de mãos dadas, então? Sem chances! Naquela via deveria ter uma placa: “Atenção, nesta rua não é permitido romantismos!”
Mas se você quiser ser um poste, terá um lugar privilegiado. Em seu primeiro quarteirão, logo após a avenida Fidelis Reis, diminuíram ainda mais o espaço do transeunte. Existem nada mais, nada menos, que cinco postes de iluminação na calçada que, como já falei, é mínima. Ali é um olho nos carros e outro no sinal de trânsito, que favorece indiscutivelmente os veículos, mas fique espert você só vai poder olhar se conseguir desviar-se dos postes e placas que estão bem ali à sua frente.
Li recentemente que a prefeitura de São Paulo estuda a possibilidade de enterrar os fios do centro da cidade. Para nós, isso serviria de soluçã enfim, seríamos razoáveis, substituiríamos postes por pessoas. Iluminação pública é super importante no dia a dia das cidades e temos opções quanto a isso. A sociedade espera que as autoridades de trânsito “caminhem” para uma solução que traga mais segurança para pedestres e motoristas. Afinal, este caso segue a máxima: Ninguém é de ferro.
Danilo Limah
Estudante