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Sininho!?

Caro amigo leitor, aqui estou novamente. O título é esse mesmo

Leuces Teixeira
Publicado em 20/02/2014 às 20:27Atualizado em 19/12/2022 às 08:56
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Caro amigo leitor, aqui estou novamente. O título é esse mesm Sininho. Evidentemente não estou referindo-me à personagem Sininho, a fada maravilhosa de Peter Pan, figura misteriosa da terra do nunca, no mundo imaginário e pediátrico da Disney. Tudo é lindo, azul, maravilhoso e o final é sempre feliz. Não estou falando da fada Sininho, mas sim da personagem Sininho, ou seja, da militante Elisa Quadros, intitulada, inclusive, pela imprensa, da protetora dos black blocs. Essa é real, não fictícia, está no olho do furacão das manifestações ocorridas no Rio de Janeiro. Confesso que quando criança gostava das historinhas dessa figurinha frágil, juntamente com Peter Pan, cantada e decantada na Disney. Pois bem, a Sininho do momento, lá da cidade maravilhosa, apresenta um estrutura física frágil, pequena, de boa aparência, óculos escuros, cabelos curtos, de camiseta, mochila e calça jeans, com a seguinte frase: favela não se cala! Uma “verdadeira militante”, na própria acepção da palavra. Na figura estampada na revista Veja, percebe-se um crucifixo pendurado no pescoço. Daí, salvo melhor juízo, pode-se depreender que é uma figura que de uma maneira ou de outra faz lembrar a figura do Criador. Todavia, nos termos da reportagem de Veja, entre outras que li, a ilustre personagem detém uma posição de chefia nos movimentos ora intitulados de black blocs. Antes que o pessoal do patrulhamento diga alguma coisa, quero esclarecer que nada tenho contra qualquer tipo de manifestação; tem mais é que manifestar e protestar. Nunca tive qualquer dúvida neste ponto. Mas tudo tem que caminhar dentro de uma lógica de racionalidade, normalidade e legalidade; digo mais, respeitando o direito do cidadão que não quer se manifestar, esse é o princípio básico da democracia, inclusive respeitando o patrimônio alheio. Pois bem, esses baderneiros não só desrespeitaram o que foi dito, como também não respeitaram o maior patrimônio de qualquer cidadão, ou seja, não respeitaram o direito à vida. Executaram de forma firme, deliberada, consciente e covarde um cinegrafista que estava trabalhando. Executaram um pai de família, um homem de bem e do bem. Repit aquele cinegrafista, um ser humano, um cidadão, estava trabalhando dignamente, defendendo o seu labor. Quem em sã consciência vai para um protesto ou manifestação que seja portando um morteiro? Quem comporta dessa maneira, em hipótese alguma, está com boas intenções. Aliás, intenções dessa estirpe o inferno está bem cheio; com intenções e comportamentos tão rameiros, que vão para os quintos dos infernos. Lá é o lugar desses quadrúpedes. Daí, quando vejo um pessoa com esse apelido de Sininho, não consigo voltar para os quadrinhos que vi na minha infância. Essa sininho não conheço e nem quero. Quero lembrar da Sininho – com S maiúsculo. Essa que articula e comanda bandos de tamanha selvageria está mais para Madame Min e Maga Patalógica. Vade-retro, Satanás!

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