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TÁTICA GLOBAL

Há uma clara glamourização da tática no futebol. Passar-se por “estudioso de táticas” dá um ar de intelectualidade e ajuda a criar uma espécie de casta superior...

Ismael de Oliveira
Publicado em 03/08/2018 às 10:18Atualizado em 17/12/2022 às 04:42
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Há uma clara glamourização da tática no futebol. Passar-se por “estudioso de táticas” dá um ar de intelectualidade e ajuda a criar uma espécie de casta superior. É tão precário quanto o título de “professor”, que o atleta adota para o técnico. A maioria, no entanto, gosta de ser chamado assim. Óbvio que a tática tem a sua importância e merece atenção. Ocorre que fazem disso uma espécie de pós-graduação, a que poucos teriam acesso. É demais. É “enrolation”.   Parreira, que, como técnico passou a ostentar o título de estudioso – dado pela mídia, diga-se de passagem – até agora produziu como literatura, um texto, copiado de um gringo. Fato até hoje não explicado. Conversa fiada. As variações táticas, no dia-a-dia, são poucas e, muitas vezes, enfeitadas. A tática teorizada, tende a ser estética. E futebol é dinâmico. A habilidade do jogador faz a diferença. Não adianta ficar riscando esquemas na prancheta. Por conta dessa dinâmica, quase nunca o time está posicionado como na teoria.   O sucesso do 4-4-2 ou 3-5-2 ou 4-3-3, esquemas mais comuns, dependem mais da habilidade e da inteligência dos atletas. Colocando a tática, porém, no seu devido patamar, é mais importante que o técnico se dedique a tirar do jogador o máximo do seu potencial. Consiga vencer as limitações de personalidade de cada um. Faça de um conglomerado um time de verdade, um conjunto. Estudam-se mais técnicas recorrentes do que o complexo lado humano existente em cada atleta. No futebol de hoje, onde os egos se exacerbam, montar um time entrosado, com espírito de equipe, não é tarefa fácil. Outra tarefa importante para os técnicos, é a de diminuir os erros constantes de cada atleta. O treinamento técnico individual ainda é escasso. Há quem cometa muitas vezes o mesmo erro. Tem gente que não sabe cobrar um escanteio, mesmo sendo um dos cobradores oficiais do time. Vamos desmistificar essa onda intelectual. Há mais o que fazer. Torcida e imprensa, sempre esperam da comissão técnica um valor técnico. Qualquer um pode falhar: mas, o que é grave são os erros de visão e os conceitos.   Existem técnicos trabalhando em grandes clubes, mas ainda não estão prontos para os grandes times. Por outro lado, conforme Ricardo Teixeira já havia sinalizado anteriormente, a Seleção Brasileira abandonará os principais centros do país, fugindo das vaias.   Apesar de a CBF não confirmar, já existem pedidos de cinco federações para receber as próximas três partidas das Eliminatórias. E a novidade: alguns estádios já foram pré-vistoriados. Após enfrentar Equador e Peru, o Brasil terá pela frente o Uruguai, em Montevidéu, no dia 7 de junho. Três dias depois, a Seleção deve receber o Paraguai, na Ilha do Retiro, em Recife. A Federação de Pernambuco está em negociação com a CBF. Desde 1994 o Brasil não joga naquele estado. No dia 9 de setembro, o rival será o Chile. O estádio Pituaçu, em Salvador, tem grandes chances de receber esta partida. Os dirigentes da CBF que estiveram no local, ficaram impressionados com a estrutura. Finalizando as Eliminatórias, o Brasil recebe a Venezuela, no dia 14 de outubro. O jogo pode ir para o Couto Pereira, em Curitiba, para comemorar o centenário do Coxa Branca.

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