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TRISTE HISTÓRIA DO FUTEBOL CARIOCA

Dois mil e oito foi um ano muito ruim para o futebol do Rio de Janeiro. O Vasco da Gama, com o pior time da sua história, foi merecidamente rebaixado.

Ismael de Oliveira
Publicado em 03/08/2018 às 10:18Atualizado em 20/12/2022 às 14:38
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Dois mil e oito foi um ano muito ruim para o futebol do Rio de Janeiro. O Vasco da Gama, com o pior time da sua história, foi merecidamente rebaixado.   O Botafogo, como tem acontecido nos últimos anos, participou apenas como coadjuvante do Campeonato Brasileiro. Já o Flamengo tinha um time bom, mas com um treinador inseguro, um presidente que exagera nas palavras e sempre nas horas erradas e, com aquele oba-oba Rubro-Negro que ninguém segura, o Mengão sequer chegou entre os quatro primeiros colocados no Brasileirão.   Por fim, o Fluminense, que a meu ver possuía o melhor elenco do país no ano passado, fez uma excepcional campanha na Copa Libertadores da América e por pouco não foi campeão. Porém, depois disso, a coisa desandou e o Tricolor passou por maus bocados.   Infelizmente, a situação do futebol carioca em 2009 não dá sinais de que será muito diferente, com exceção talvez do Flu, que, em termos de elenco, ao menos no papel, é o mais bem montado no Rio de Janeiro.   O Vasco contratou inúmeros jogadores, mas está apostando muito mais na quantidade do que na qualidade. Claro, isso acontece devido à grave situação financeira do clube.   Como destaque, o time trouxe Carlos Alberto, que não jogou nada nesse seu retorno ao Fluminense; também não fez muita coisa no Botafogo e, agora, terá a chance de brilhar numa Série B pelo time cruzmaltino.   No Fogão, a coisa não é muito diferente. De bom mesmo foi a permanência do técnico Ney Franco no cargo. No entanto, o elenco é extremamente limitado e seus melhores jogadores foram embora. Sendo assim, não vejo muitas perspectivas ao time da estrela solitária em 2009.   O Mengão conseguiu manter sua base. Entretanto, depois de Caio Junior, para trazer o Cuca é seguir os mesmos passos. Isso sem falar na primeira confusão que o meia Zé Roberto arrumar.   Enfim, o futebol carioca não pode viver só de seu charmoso campeonato estadual e da maravilhosa festa que é o Maracanã lotado nos clássicos. Que me perdoem todos, mas um Fla X Flu num domingo de sol, com o Maraca transbordando de gente, é inigualável.   No entanto, não dá para viver só do passado glorioso, da tradição e do glamour. Hoje, o futebol paulista e gaúcho estão anos luz à frente, seja dentro ou fora de campo.   Portanto, está mais do que na hora de os dirigentes cariocas repensarem suas atitudes e acordarem para a vida. Caso contrário, o Rio se tornará apenas um mercado exportador de jogadores, principalmente para São Paulo. Tanto que, só nesta temporada já foram Wagner Diniz, Washington, Arouca, Mádson, Renato Silva, Júnior César, Lúcio Flávio, Túlio e Jorge Henrique. Já os que vão e não dão certo acabam voltando, como nos casos de Juninho e Leo Lima. Porém, o contrário ninguém vê. Ou alguém se lembra recentemente de algum jogador que se destacou em São Paulo ou Rio Grande Sul e foi negociado com alguma equipe carioca?   Pois é. Provavelmente, serei chamado de bairrista por alguns cariocas. No entanto, há aquelas pessoas que são adeptas à frase: “prefiro uma mentira bem contada do que uma verdade que magoe”. Ou seja, o futebol do Rio de Janeiro é grande demais para viver de uma mentira bem contada.

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