Eu não sou uma das dez pessoas mais animadas com a folia da semana que se inicia...
Eu não sou uma das dez pessoas mais animadas com a folia da semana que se inicia. Entretanto, para mim, a proximidade do carnaval torna inevitável a comparação de equipes de futebol com escolas de samba. Ambos têm passistas. Nas avenidas, passistas são atração. Já no campo... sabe aqueles volantes que só passam a bola de lado ou passam no pé do adversário? São “passistas”. Na comissão de frente, lugar cativo para o “banheira”. Porque o centro-avante pode até não fazer gols, porém jamais será visto marcando alguém lá atrás. Treinadores são os mestres de bateria. Têm a responsabilidade de não deixar ninguém atravessar o samba. Embora, no futebol, eles dificilmente subsistam por dois carnavais consecutivos. Alguns jogadores, independente do tempo em que atuam no clube, não perdem a oportunidade de sair beijando o distintivo da camisa. Estes, são como porta-bandeiras. Exceto os goleiros Marcos (Palmeiras) e Rogério Ceni (São Paulo), pois eles são as bandeiras. Há, ainda, aqueles elementos capazes de levar a torcida à loucura. São os “destaques”, os craques. Pena que estejam mais abundantes no asfalto do que nos gramados. E como cada temporada traz consigo um novo samba-enredo, sempre surgem surpresas no mundo da bola. Um atleta revelação, que chama tanta atenção quanto a gostosa da novela (sendo que, felizmente, apenas ela vai estar nas capas das revistas semanais). Ou uma promessa que não vingou e parece aquela socialite veterana, cheia de celulites, buscando os holofotes uma vez mais. Por último, a referência especial ao Rei Momo. Seu time ainda tem alguém acima do peso, gordo? Mesmo passados dois meses do início da temporada? Viva sua majestade! O ano mal começou e graças ao acúmulo de datas de Campeonatos Estaduais, Libertadores e Copa do Brasil, o calendário futebolístico está totalmente excelente: só não temos times brazucas em campo às segundas-feiras. Por enquanto. Se não me falha a memória, é justamente nesta época que aumenta o índice de problemas particulares e “dores diversas” entre os atletas profissionais do futebol. É uma epidemia que atinge apenas os brasileiros. Naaaaaaaaaaada a ver com o carnaval.