52 ANOS DE JM

A importância do jornalismo atuante e com credibilidade na construção da democracia

Larissa Prata
Publicado em 25/07/2024 às 07:51Atualizado em 25/07/2024 às 08:07
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Romeu Zema em entrevista à Rádio JM (Foto/Jairo Chagas/Arquivo JM)

Romeu Zema em entrevista à Rádio JM (Foto/Jairo Chagas/Arquivo JM)

Em tempos sombrios para os produtores de informação, quando facilidades subversivas da tecnologia muitas vezes favorecem a informação contraditória, o papel da imprensa precisa se reinventar. Seja para driblar os “fofoqueiros de Zap” ou para jogar luz naquela tentativa de alguns poderosos de varrer fatos para debaixo do tapete, o papel do jornalismo é não abdicar da busca pela verdade. Assim sempre foi a trajetória do Jornal da Manhã, nos seus 52 anos de construção diária.

Muitas foram as conquistas de Uberaba que levam o JM em seu DNA. Talvez a mais emblemática seja a escolha da Mosaic para construir aqui seu Centro de Soluções Compartilhadas, quando tudo conspirava a favor da vizinha Uberlândia.

Mais recentemente, foi a bandeira erguida pelo JM que mobilizou lideranças a buscar uma solução para a BR-262, que tira o sono de motoristas, com a falta de acostamento, de manutenção e de cuidado, na contramão da alta cobrança de pedágios.

Por falar em estradas esquecidas pelo poder público, outra vitória com a marca do JM reúne as rodovias estaduais em um pacotão levado pelo consórcio Infraestrutura MG para repaginar o trecho Uberaba-Planura pela MG-427, Uberaba-Romaria pela Ligação 798 e MG-190. Vitória enorme para quem se arrisca nas trilhas de fé!

Outra pauta importante levantada pelo JM ressalta a importância do ramal ferroviário esquecido no Distrito Industrial 2 e como este facilitaria o escoamento de produção no nosso Porto Seco. Entrevista do engenheiro uberabense Renato Ulhôa Barbosa, expert em infraestrutura com ênfase no modal ferroviário e há décadas radicado em Brasília, ao Jornal da Manhã ativou as membranas da memória de lideranças políticas para tornar realidade a “pera” para desembaraçar mercadorias do Porto Seco. 

Saindo da mobilidade e chegando ao nosso bolso, o JM deu voz a dezenas de uberabenses indignados com as curiosas cobranças na conta de água. Hidrômetros sob suspeita e mudança nos critérios de cobrança foram, literalmente, água mole em pedra dura, que culminou até mesmo na demissão do presidente da Codau.

Contudo, dentre todos os “cutucões” na Administração Municipal, o JM teve papel preponderante nos contratos de gerenciamento das unidades de saúde. Tanto as unidades de pronto-atendimento quanto o Hospital Regional correram sério risco de voltarem às rédeas da Prefeitura de Uberaba, arrepiando qualquer cidadão de boa lembrança. Graças à generosidade do Ministério Público e aos constantes avisos do JM, o pior foi evitado e nos 52 minutos do terceiro tempo achou-se uma solução para ambos. Felizmente!

Por falar em saúde, outros “cutucões” frutíferos do JM também questionaram os altos valores de compensação por Brumadinho parados em conta-corrente, rendendo juros, enquanto as unidades de saúde pediam socorro. O dinheiro, muito bem-vindo, também seria usado para erguer a famigerada UBS São Benedito – e o santo milagreiro que nomeará a unidade foi invocado várias vezes para dar uma ajudinha para que o terreno seja mais do que estacionamento irregular em tempos de ExpoZebu. Mas há a promessa de que agora ela sai do papel. Oremos

Ainda na saúde, muitas foram as cobranças do JM sobre a precariedade do Hospital da Criança, deixando à míngua pequenos enfermos, com escândalos de vidas perdidas e intervenção anunciada (e recuada), que foram um verdadeiro chacoalhão de que são as crianças a esperança de um futuro melhor. Estamparam as páginas do JM, on-line e impresso, as ambulâncias paradas, sem seguro, sem freio, sem gasolina… e sem esperança, muitas vezes.

Ainda sobre as crianças, luta recente do Jornal da Manhã e da Rádio JM é pelos professores e os constantes perigos no âmbito escolar. Assédio moral, professores obrigados a vigiar banheiros e pintar paredes, além do risco de encontrar facas em mochilas de crianças, tornaram o JM um verdadeiro megafone, para que problemas dessa monta não fossem mais escondidos. Várias foram as ligações ao JM, externando preocupações das mais variadas, sobre a quantas andava a educação no município, escancarando negligências de muito tempo. 

Por falar na Educação, o leitor do Jornal da Manhã também participou da “briga” de pais para que os filhos recebessem uniformes antes das férias de julho (!) e da relação nem sempre bem temperada com as fornecedoras de merenda escolar. De abandono da antecessora a macarrão com feijão num calor escaldante, muitas foram as emoções dos alunos. Nem sempre no melhor sentido, infelizmente.

O calorão, inclusive, também foi pauta de reclamações da falta de ventilação em unidades escolares e, pasme (!), até mesmo de bebedouros para os alunos se hidratarem. Muitos foram os secretários e vereadores que levaram exemplares do JM embaixo do braço nas visitas às unidades para conferirem de perto denúncias que nem sempre chegam à administração.

Confiar na imprensa séria em detrimento de canais oficiais de informação da Administração Municipal não é uma novidade. Quando as guias de IPTU, por exemplo, acumulavam discordâncias e dúvidas, foi a insistência do JM que levou a Prefeitura a rever o sistema contratado. Exemplos como esse, no entanto, são vários. A fila eletrônica da saúde que o diga!

Por isso, jornalismo atuante e com credibilidade é fundamental na construção da democracia, para evitar o perigoso vale de lama que virou a rede social, com tantas fake news e influencers buscando holofotes apenas em busca do seu voto. Ser pilar é tarefa que o Jornal da Manhã, há 52 anos, assume com muita responsabilidade. 

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