CIDADE

Ação antigato da Cemig já detectou mais de 30 fraudes em Uberaba

Anualmente, a Cemig tenta lidar com prejuízo da ordem de R$300 milhões com ligações irregulares e clandestinas, chamadas gatos

Thassiana Macedo
Publicado em 29/06/2018 às 22:28Atualizado em 17/12/2022 às 11:05
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Anualmente, a Cemig tenta lidar com prejuízo da ordem de R$300 milhões com ligações irregulares e clandestinas. Por isso, a companhia decidiu apertar o cerco contra os consumidores que insistem em praticar furto de energia, popularmente conhecido como “gato”. Desde 2017, já foram realizadas mais de 176 mil inspeções em mutirões que vêm ocorrendo em todo o Estado. Em cerca de 68 mil equipamentos havia indícios de fraudes, o que representa 40% dos medidores inspecionados.

Segundo levantamento da Cemig, no último mutirão ocorrido em fevereiro deste ano em Uberaba, um total de 101 inspeções foram realizadas em unidades consumidoras de diversos segmentos, ou seja, em imóveis residenciais, comerciais e industriais. Desse total, 33 apresentaram irregularidades e tiveram os medidores retirados para análise e perícia técnica especializada em laboratório da companhia.

Embora as inspeções na medição de energia em instalações de todos os 8 mil consumidores seja um procedimento de rotina e permanente, com essas operações em cidades mineiras, a Cemig revela que já recuperou cerca de R$48 milhões em receita operacional desde o início desse trabalho.

Durante as inspeções, realizadas em toda área de concessão da companhia, cerca de 23% das fraudes encontradas estavam em equipamentos de medição em unidades consumidoras de classe média/alta. Outras 36% foram identificadas em unidades comerciais e industriais de grande consumo, como algumas academias de luxo localizadas na capital mineira.

De acordo com a Superintendência de Gestão da Receita da Distribuição da Cemig, a tarifa dos consumidores mineiros poderia ser até 5% mais barata se não houvesse ligações irregulares e clandestinas na área de concessão da Cemig. Ou seja, o prejuízo com as ligações clandestinas acaba sendo repassado aos consumidores regulares. A Cemig lembra ainda que a intervenção é crime previsto no artigo 155 do Código Penal e prevê multa e pena de um a oito anos de reclusão, além da obrigação de ressarcimento da energia furtada em até 36 meses, de forma retroativa.

A companhia alerta que as ligações irregulares e clandestinas representam a segunda maior causa de mortes com eletricidade no Brasil, atrás apenas de acidentes fatais na construção civil e manutenção predial. O risco de acidentes decorre da falta de padronização e de proteção adequada das ligações ilegais, que deixam cabos de energia expostos.

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