Associação dos Usuários de Transporte Coletivo (Acobe) de Uberaba protesta contra o aumento da tarifa. Uma carta foi distribuída à população neste fim de semana no calçadão
Associação dos Usuários de Transporte Coletivo (Acobe) de Uberaba protesta contra o aumento da tarifa. Uma carta foi distribuída à população neste fim de semana no calçadão da Artur Machado, contrária aos 8,33% de acréscimo no valor da passagem. “Não tem justificativa esse aumento de R$2,60, tanto que não existem planilhas publicadas”, diz o presidente da Acobe, José Tiago de Castro.
Para quem precisa usar o transporte coletivo duas vezes ao dia, o aumento representa R$12 ao fim de um mês. Nos pontos de ônibus muita gente não sabia e não aprovou o reajuste. “O salário nem subiu direito e já tem aumento nas passagens de ônibus?! Assim é complicado!”, comenta a cabeleireira Janaína Heloísa Oliveira.
De acordo com a Secretaria de Planejamento, em média, 1,8 milhão de usuários utilizam o transporte coletivo em Uberaba por mês. A maior parcela dos passageiros, 31%, usa o vale-transporte.
O superintendente de Planejamento de Trânsito, Robinson do Amaral, explicou que o custo da passagem é baseado em uma planilha do Ministério dos Transportes. “Achamos esse número porque existe defasagem histórica na tarifa dos últimos quatro anos. Um exemplo é que no ano passado a planilha estava quase nesse valor. Hoje, a gente fez um reequilíbrio porque faz parte do contrato das empresas.”
Ainda segundo Robinson, em dois anos a frota de ônibus de Uberaba subiu de 99 para 138 veículos. A população atendida não aumentou, mas a quilometragem rodada subiu 10%. Hoje, cada ônibus roda 907 mil quilômetros por mês. “Teve entrega de conjuntos habitacionais, novos bairros e, por isso, a gente teve que aumentar os trechos e a frequência”, disse Robinson.
Ainda assim, a população não acha o preço justo. “Infelizmente, são os pobres que sofrem”, desabafou a aposentada Enides Oliveira.