No país, a deficiência auditiva atinge pelo menos 10 milhões de pessoas, das quais 2 milhões sofrem de perda auditiva severa
No Brasil, a deficiência auditiva atinge pelo menos 10 milhões de pessoas, das quais 2 milhões sofrem de perda auditiva severa e outras 7,5 milhões de pessoas têm dificuldade de escutar. Por outro lado, a tecnologia das mais diversas próteses aditivas tem feito muitas dessas pessoas voltar a ouvir.
De acordo com a fonoaudióloga Fabiana Guimarães, quando o paciente apresenta perda total o indicado é o uso de um implante coclear. “Nas perdas auditivas de graus variados, o uso da prótese auditiva é o mais indicado, pois não há tratamento é medicamentoso ou cirúrgico e a correção auditiva é feita com o uso do aparelho. A perda auditiva pode ocasionar outros sintomas, como zumbido, recrutamento ou desconforto com sons fortes e isolamento social, o que desencadeia problemas, como depressão”, afirma.
A especialista destaca que com a tecnologia disponível, a adaptação ao aparelho tem beneficiado pessoas com sons muito similares à audição normal. “Há muitos acessórios e tecnologia de ponta, como as próteses auditivas em que o som da televisão sai diretamente no aparelho, ou os aparelhos cujos controles de volume e regulagem são feitos pelo celular. O fundamental para uma boa adaptação é o acompanhamento. Apenas um profissional treinado percebe as limitações e faz os ajustes necessários no software, no molde e na ventilação do aparelho junto ao paciente”, frisa.
Fabiana alerta que a maioria dos pacientes que colocam a prótese e ficam sem o acompanhamento profissional desiste do uso da mesma. O correto, conforme a especialista, é a detecção prematura da perda auditiva e a adaptação o mais breve possível, para que criança, adulto ou idoso tenham convívio social, escolar e familiar como ouvintes. “Por este motivo o Teste da Orelhinha é tão importante em recém-nascidos”, ressalta.
O aparelho, que dura em média de 5 a 8 anos, pode ser Retroauricular, Retroauricular com adaptação aberta, Intracanal ou Microcanal, sendo que a escolha considera o tipo e o grau de perda auditiva, além da anatomia do conduto auditivo de cada pessoa.